7 de junho de 2008

A História das Coisas...

Você tem 20 minutos? Então veja esse vídeo. O documentário Story of Stuff, ou A História das Coisas em português, sintetiza o que vivemos atualmente: caos total.

O que é a História das Coisas? Desde a sua extração até à venda, uso e disposição, todas as coisas que compramos e usamos na nossa vida afetam as sociedade no nosso país em outros países, mas a maioria disto é propositadamente escondido dos nossos olhos pelas empresas e políticos. A História das Coisas é um documentário de 20 minutos, rápido e repleto de fatos, que olha para o interior dos padrões do nosso sistema de extração, produção, consumo e lixo.

A História das Coisas expõe as conexões entre um enorme número de importantes questões ambientais e sociais, demonstrando que estamos destruindo o mundo e auto destruindo-nos, e assim apela a criarmos um mundo mais sustentável e justo para todos e para o planeta Terra. Este documentário vai nos ensinar algo, e acabará por mudar para sempre a maneira como olhamos para todas as coisas que existem na nossa vida e que CONSUMIMOS.

A iniciativa conta com mais de 2 milhões de visualizações somente no site oficial. Você pode assistir legendado logo abaixo, diretamente no sítio em inglês ou baixa-lo neste link.

Florestas Plantadas Evoluindo com Sustentabilidade...

Plantio de Pinus elliotti na FLONA Chapecó/SC. Foto: Jeison T. Alflen.
Tenho falado bastante da Amazônia aqui no Blog, mas a necessidade de manter o mercado abastecido de matéria prima florestal deve ser incentivada através do plantio de florestas comerciais. Fique claro que manejo florestal não se relaciona apenas com a exploração de nossas riquíssimas florestas primárias, onde a riqueza de produtos madeireiros e não-madeireiros ainda é deveras desconhecida, mas também com toda atividade florestal embasada por técnica adequada para produção, como nos casos dos plantios homogêneos de eucalipto e pinus.

O mundo tem 3,95 bilhões de hectares de florestas e a produção mundial de madeira é de 3,4 bilhões m³/ano sendo 1,6 bilhão m³ para uso industrial. As florestas plantadas somam quase 200 milhões de ha e a sua contribuição na produção mundial de madeira se aproxima de 50% do total. O crescente comércio mundial de produtos florestais é da ordem de US$ 330 bilhões / ano, representando 3,7% do valor global do comércio de todas as comodities.

Muitas comunidades vivem nas florestas e muitas pessoas dependem das florestas. Atenção especial tem sido dada à conservação de solo, água, biodiversidade e outros valores ambientais. A preocupação universal com o futuro das florestas está materializada nos diversos tratados e convenções internacionais. Florestas e atividade florestal estão na agenda internacional dos governos, dos legisladores, das empresas, da academia, dos trabalhadores, das comunidades, das organizações não governamentais e dos consumidores.

O mundo se defronta com um complexo desafio: é possível alcançar o manejo florestal sustentável com progresso econômico? Muitos países têm demonstrado vontade política para melhorar o manejo de suas florestas revisando suas políticas e legislação e fortalecendo as instituições florestais.

Leia mais informações a respeito da sustentabilidade das florestas plantadas aqui. Graças ao noticiário da Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais que recebo diariamente em meu e-mail.

6 de junho de 2008

Condições básicas para o desenvolvimento...

A tecnologia é um assunto sempre presente na busca de implantação dos preceitos de sustentabilidade a longo prazo. Mas o buraco é mais embaixo. De que adianta evoluirmos tecnologicamente integrando as nações do mundo se não há condições básicas de infra-estrutura e saneamento em nossas cidades aqui no interior desse “Brasilzão”??

Observe o infográfico abaixo: no Pará, Acre e aqui em Rondônia saneamento básico é uma ilusão.

Uma pesquisa divulgada no dia 04, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que 34,5 milhões de brasileiros vivem sem acesso à coleta de esgoto nas áreas urbanas. O número é o resultado de um crescimento de 3,2% na cobertura dos serviços de saneamento no país, em relação a 2001.

O Brasil avança em passos largos, não se pode negar. Porém a mesma energia utilizada para divulgar os biocombustíveis lá fora ou defender nossa Amazônia deve ser utilizada para garantir desenvolvimento para o país e, neste contexto, a alternativa dos países europeus investirem seus recursos em terras tupiniquins – e em todos outras nações do novo mundo – é mais que filantropismo: pode ser o começo da devolução de todas riquezas extraídas de nosso solo e subsolo durante os últimos 5 séculos.

Brasil poderá ter estádios solares para Copa de 2014...

O Brasil já conseguiu vencer a disputa para sediar a Copa de 2014, agora é a vez de especialistas em energia solar conseguirem transformar os estádios em fontes de aproveitamento de uma riqueza ainda desperdiçada pelo país: os raios solares. O projeto “Estádios Solares” propõe a instalação de painéis solares em toda a cobertura dos estádios que receberão os jogos, começando pelo Maracanã, no Rio de Janeiro.

“Desenhamos uma cobertura de painéis fotovoltaicos para o Maracanã com gerador de 3,7 MWp, o suficiente para suprir energia para mais de duas mil residências”, explica o diretor técnico do Instituto Ideal, Ricardo Rüther, responsável pelo projeto.

Estádios com painéis fotovoltaicos já são velhos conhecidos de países que receberam competições internacionais. Alguns jogos da Euro Copa 2008, que inicia amanhã (7), serão realizados no maior estádio solar do mundo, o Stade de Suisse Wankdorf, em Berna, na Suíça. Com 10.738 células solares, o estádio gera 1,134 gigawatts hora (GWh) de energia por ano.

O projeto “Estádios Solares” seria uma possibilidade de incentivo a uma fonte ainda pouco explorada no país, apesar do grande potencial. A média anual da energia solar incidente no Brasil é de 1500 a 2300 kWh/m2/ano. “A radiação solar na região mais ensolarada da Alemanha é 40% menor do que na região menos ensolarada do Brasil”, compara Rüther.

Leia a matéria completa aqui.

Brasil quer quebrar patente de energia limpa...

O Brasil quer considerar critérios para licenciamentos compulsórios (quebra de patentes) em situações de emergência ligadas às mudanças climáticas. A idéia foi lançada durante as negociações da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC), que, desde o início desta semana, realiza uma segunda rodada de oito reuniões técnicas. Até o fim de 2009, os encontros vão elaborar um plano de ação que substituirá o protocolo de Kyoto, em 2013.

Diante de representantes de 172 países reunidos em Bonn, o Brasil citou o acordo da OMC (Organização Mundial do Comércio) de 2003, que permite a quebra de patentes de medicamentos em circunstâncias de urgência, como exemplo para um mecanismo de cessão obrigatória de licenças. O mesmo raciocínio valeria para a transferência de tecnologias de energia limpa a países pobres.

O Brasil sugeriu também que os países ricos considerem criar um fundo para facilitar a compra de licenças de uso de tecnologia por países pobres. O dinheiro do fundo seria distribuído aos emergentes em condições facilitadas. Assim, estes poderiam comprar a chamada tecnologia "limpa", atualmente muito cara e protegida pelas empresas dos ricos.

Leia mais aqui.

Fonte: Folha Online

A imagem que ilustra o post é de um estudo da Universidade do Arizona que busca aproveitar a turbulência das estradas pode gerar energia limpa. Mais informações sobre o projeto aqui.

4 de junho de 2008

Verde que te quero verde...

“Verde que te quero verde.
Grandes estrelas de escarcha
nascem com o peixe de sombra
que rasga o caminho da alva.

A figueira raspa o vento
a lixá-lo com as ramas,
e o monte, gato selvagem,
eriça as piteiras ásperas.”

Federico García Lorca

Leia todo o poema aqui.

Desmatamento da Amazônia em gráficos...

Muito massa! Essa foi minha reação ao ver o trabalho do Estadão compilando as informações do INPE a respeito do desmatamento na amazônia nos últimos anos. São seis gráficos interativos com informações como área desmatada mês a mês, variação relativa do desmatamento desde 2000, histórico de desmatamento e focos de queimadas, os desmatamentos por Estados (imagem aí em cima) e os municípios "campeões". Ainda aprendo linguagem de informática para bolar um trabalho tão bem feito. Para acessar, clique na imagem ou aqui.

Isopor agora também já pode ser reciclado...

Ao ouvir falar sobre os danos causados ao ambiente pelo descarte incorreto do poliestireno expandido (EPS), popularmente conhecido como isopor, muita gente até percebe que contribui com a degradação, mas não sabe como evitá-la. Afinal, o isopor está hoje associado a um número cada vez maior de hábitos de consumo: das bandejas de padarias e supermercados às embalagens de proteção e até peças da construção civil.

Segundo a Associação Brasileira do Poliestireno Expandido (Abrapex), foram produzidas 55 mil toneladas do material no Brasil em 2007 e outras 2 mil toneladas foram importadas junto a equipamentos eletrônicos e diferentes bens trazidos do exterior. Mas, ao contrário da crença espalhada no país, o EPS é totalmente reciclável e já existem algumas empresas no Brasil que o reutilizam.

O presidente da Abrapex, Albano Schmidt, conta que metade da produção nacional de isopor é usada na construção civil e fica incorporada à obra, mas o restante poderia ser transformado. "Não temos dados concretos sobre a quantidade de EPS reciclado, mas estimamos que somente 5 mil toneladas recebam o destino adequado", afirma.

O poliestireno expandido(EPS), ou isopor, é totalmente reciclável; algumas empresas já desenvolvem programas com esse fim. Continue lendo.

A Era Ecozóica...

"Todos nós temos nosso trabalho particular. Temos uma variedade de ocupações. Mas além do trabalho que desempenhamos e da vida que levamos, temos uma Grande Obra na qual todos estamos envolvidos e ninguém está isento: é a obra de deixar uma era cenozóica terminal e ingressar na nova Era Ecozóica na história do Planeta Terra. Esta é a Grande Obra". Thomas Berry

A história natural define grandes eras, períodos e épocas da evolução da Terra. São as eras geológicas, os longos lapsos de tempo, medidos em milhões de anos. Nos primórdios havia a matéria e posteriormente surgiu a vida, com a dominância de algumas espécies, e com tipos de climas diferenciados. Em algumas dessas etapas, a vida surgiu nos oceanos; em outras dominaram os dinossauros e mais recentemente tiveram lugar os grandes mamíferos. Em seguida, surgiu o homo sapiens; a consciência humana passa a ser forte vetor na evolução.

Na reflexão sobre a atual crise ecológica, é relevante suprir a lacuna conceitual referente a esses grandes ciclos do tempo e dar ressonância, divulgar e comunicar tais conceitos.

Estamos numa transição de eras, na qual ocorrem mudanças climáticas e extinções em massa de espécies. Transitamos da época recente (iniciada há 10.000 anos) do período quaternário da era cenozóica - iniciado há um milhão e 800 mil anos - para uma nova etapa: a era ecozóica. Estamos no início de uma era que depende de uma relação amadurecida com o meio ambiente, ancorada numa nova percepção e em nova consciência.

A era ecozóica está em construção. Como no mito hindu da dança do Deus Shiva, estamos num processo de destruição criadora; a era cenozóica está em destruição, em demolição.

Na era ecozóica considera-se que todo o universo é uma comunidade interativa de seres e sujeitos, com forte dimensão psíquico-espiritual; que o universo se encontra em evolução; que hoje a atividade humana é determinante nessa evolução.m Que são necessários um mito unificador para todas as culturas humanas e a espiritualidade ecológica. Mulheres, povos indígenas, a ciência, as tradições humanísticas e religiosas tem um papel importante para redefinir conceitos de valor, sentido e realização, e para estabelecer normas de conduta para a Era Ecozóica. A era ecozóica depende da mudança de consciência e de comportamento humano.

Nessa era, a espécie humana toma consciência de pertencer à natureza e de, por meio de sua cultura, ciência e tecnologia, ser capaz de influir sobre o rumo da evolução, seja de forma construtiva, aprimorando geneticamente espécies existentes, seja de forma destrutiva, alterando o clima e os habitats, e causando assim a mortandade e a extinção em massa de espécies vegetais e animais.

A espécie humana toma consciência de que é gestora da evolução. A era ecozóica é construída a partir da ecologização de tudo: o pensamento, as atitudes e comportamentos.

Ecologizar significa aplicar os princípios das ciências ecológicas às situações da vida individual e coletiva. Ciências ecológicas que hoje se ramificam numa multiplicidade de campos, a partir de suas origens na biologia.

Fonte: Ecologizar

País evolui mais nos indicadores econômicos e sociais do que nos ambientais...

Revelar em que ponto o Brasil está e para onde sua trajetória aponta no caminho rumo à sustentabilidade. Partindo desse objetivo, os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008 (IDS 2008) mostram um país que, nos últimos anos, teve seus maiores avanços na economia. Nas questões sociais, apesar das melhorias verificadas, ainda persistem grandes passivos a serem sanados; enquanto em relação aos problemas ambientais há sinais contraditórios, com evolução em algumas áreas e retrocesso em outras.

O diagnóstico dos 60 indicadores produzidos ou reunidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terceira edição do IDS (as duas anteriores datam de 2002 e 2004) revela ganhos importantes, mas indica que ainda há uma longa estrada pela frente para o Brasil atingir o ideal previsto em 1987 pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Comissão Brundtland): um desenvolvimento que atenda às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades. Veja a seguir alguns dos destaques do IDS 2008.

Dimensão ambiental: progresso menor e ainda lento

Com 23 indicadores, divididos segundo os temas atmosfera; terra; água doce; oceanos, mares e áreas costeiras; biodiversidade e saneamento, a dimensão ambiental do IDS é a que mostra o maior número de indicadores ainda negativos ou que se mantêm numa evolução lenta. Além da atualização das informações publicadas em 2004, foi incorporado o dado sobre a emissão de gases do efeito estufa, a partir do inventário publicado em 2004 pelo governo brasileiro.

Dentre os indicadores positivos, podem-se destacar a redução de consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio e o aumento do número de unidades de conservação (UCs) e de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Os focos de incêndios também sofreram redução entre 2004 e 2006, e a poluição atmosférica mantém sua tendência estacionária, exceto pelo ozônio (O3), cuja concentração continua aumentando.

Já a poluição dos rios que cortam as maiores regiões metropolitanas e a das praias mantêm seus níveis elevados, enquanto as quantidades de fertilizantes e agrotóxicos usados na agricultura cresceram, e as apreensões de alguns animais que seriam comercializados ilegalmente também aumentaram. Por fim, indicadores como o desmatamento na Amazônia1, que vinham melhorando, sofreram revezes no período mais recente, ao que tudo indica em conseqüência do próprio crescimento econômico.

Para ler a matéria completa no sítio do IBGE clique aqui e para conferir o relatório completo dos indicadores de desenvolvimento sustentável em PDF clique aqui.

Fonte: IBGE