Esta charge do Glauco foi feita originalmente para o jornal Folha de São Paulo. Vi no Caixa Preta.
27 de junho de 2008
Dados do desmatamento em Rondônia...
GTA e o relatório do desmatamento em Rondônia...
Produzido nos últimos nove meses pelo Grupo de Trabalho Amazônico (GTA-RO), o dossiê “O Fim da Floresta? A Devastação das Unidades de Conservação e Terras Indígenas no Estado de Rondônia” traz dados sobre a grilagem e a retirada de madeira ilegal de Terras Indígenas, reservas extrativistas, florestas e parques estaduais e nacionais, áreas de proteção permanente e outras, revelando os laços que unem o setor madeireiro, agropecuário e grileiros à elite política do estado.
A divulgação do dossiê, acompanhada por um grupo de cerca de 30 indígenas, foi conduzida por lideranças Suruí, cuja terra Sete de Setembro é um dos casos tratados no dossiê. Contando com a presença da prefeita de Cacoal, representantes do programa de cooperação da ONU USAID, da Polícia Federal, da Funai, do Agência Nacional de Inteligência (Abin) e do programa Google Earth, entre outros, a cerimônia foi encerrada com uma fala do cacique Almir Suruí, que entregou cópias do documento às autoridades presentes com a cobrança de uma agenda futura que discuta a solução dos problemas apontados.
O documento, que havia sido entregue antecipadamente ao ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, foi apresentado aos conselheiros do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), ao Conaflor/CGFLOP (Conselho Nacional de Florestas), à Frente Parlamentar Ambientalista e aos ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Justiça, Tarso Genro e ao presidente Lula.
Fonte: GTA.
Florestas brasileiras têm cinco desafios até 2011...
O diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Resende de Azevedo, apresentou os cinco grandes desafios para a gestão florestal para o período 2008-2011, durante palestra de abertura do “I Seminário Nacional sobre Dinâmica de Florestas”, que acontece até sexta-feira (27/6), em Curitiba/PR, organizado pela Embrapa Florestas. Tasso fez um resgate dos avanços da gestão florestal de 2003 até hoje, quando os objetivos eram reverter tanto a trajetória de desmatamento quanto o déficit de plantios florestais com fins produtivos e aumentar a escala de manejo das florestas naturais, chegando a um patamar de 30%.
Dentre estes pontos, dois avançaram. Um deles é a redução do desmatamento, principalmente na Amazônia e na Mata Atlântica que, segundo Tasso, “embora tenham acontecido alguns repiques de aumento de desmatamento, temos hoje a garantia de esforços contínuos para controle da situação”. Outro ponto que avançou foi o aumento do plantio de florestas, que saíram do patamar de 320 mil hectares para 700 mil hectares. “Plantamos hoje o que vamos colher no futuro”, afirmou.
No caso do manejo de florestas naturais, houve um salto de 300 mil hectares manejados para 3,5 milhões mas, segundo Tasso, “foi um aumento significativo, mas insuficiente se comparado à demanda existente”.
Desafios até 2011
O Brasil ainda tem muitos desafios na área florestal. Um deles é a continuidade nos esforços para queda perene e consistente do desmatamento em todos os biomas, com o reforço do monitoramento no Cerrado e Caatinga. “Além disso”, afirma Tasso, “é necessário incorporar mecanismos de monitoramento da degradação florestal. Hoje realizamos só o de desmatamento”.
O segundo desafio refere-se às florestas plantadas, com o objetivo de chegar em 2011 com um milhão de hectares plantados por ano. “Precisamos dar um salto”, afirma o diretor. Este cálculo tem a ver tanto com a demanda conhecida de produtos florestais tradicionais mas também considerando uma realidade futura para novos tipos de produtos florestais, com valor agregado.
Nesta questão entra ainda a inserção dos pequenos produtores na cadeia florestal. “Em 2003, os pequenos produtores representavam 8% dos que plantavam florestas; em 2007 chegamos a 25%. A meta é chegar a 30% em 2011, com o destaque de que a meta é chegar a um milhão hectares por ano em todo o País, considerando todos os que plantam florestas”, explica Tasso.
Plantio de Teca em São Miguel do Oeste/RO. Foto: Jeison T. Alflen.
Ainda no tópico florestas plantadas, outro objetivo é chegar a pelo menos 10% de plantio de espécies nativas. “Hoje temos 'traço' de plantio de nativas nas estatísticas”, observa. Inserir o pequeno produtor na cadeia é um desafio tecnológico para adaptação do sistema de plantio, produção e colheita. Para Tasso, “até hoje a tecnologia estava focada em colher em áreas grandes e concentradas. Precisamos agora inserir os pequenos no processo e adaptar as tecnologias a esta realidade”.
O terceiro desafio é a ampliação de áreas nativas manejadas de 3,5 milhões de hectares para 15 milhões de hectares e a aposta é na concessão de florestas, em especial para manejo florestal comunitário. “Para isso precisamos conhecer melhor como é a dinâmica das florestas, como crescem, como se comporta em determinados cenários. Isso é fundamental para um bom manejo”. Os dois últimos desafios citados pelos diretos são, para ele, os mais importantes: as mudanças climáticas e a demanda por novos produtos florestais.
Mudanças climáticas
Para Tasso, as mudanças climáticas são uma realidade e, se o País quiser estar preparado tanto para preservar suas florestas quanto fazer um uso sustentável, é fundamental conhecer muito bem a dinâmica das florestas. “Isso vai possibilitar traçar cenários de como as mudanças climáticas vão impactar nas florestas”, observa. “As decisões que vamos tomar hoje precisam ser baseadas nesses cenários futuros”, completa Tasso. Não há, portanto, como projetar o que vai acontecer sem conhecer como as florestas crescem, o que impacta na sua dinâmica e o que acontece em diferentes situações. Tasso é enfático: “isso é estratégico para o Brasil”. Além disso, as florestas também impactam no clima e conhecer a dinâmica de carbono nas florestas também se torna estratégico.
O quinto e último desafio são os novos produtos das florestas, com destaque para geração de energia a partir da biomassa florestal. “Os biocombustíveis de segunda geração estão nas florestas e não na agricultura”, explica Tasso. “Isso vai representar uma demanda e uma oportunidade incrível para as florestas brasileiras. Por isso é importante investir no setor e no conhecimento profundo do funcionamento das florestas”, completa.
Como, então, dialogar com tantos desafios? Para Tasso, as respostas estão na pesquisa e conhecimento de todo este potencial que o País tem. “Vivemos um momento curioso, onde ainda não conseguimos vislumbrar o futuro, mas isso é cada vez mais necessário para planejar o que vamos fazer hoje, no dia-a-dia”, finaliza. Em relação ao Seminário, Tasso demonstrou a importância do evento para não somente gerar o conhecimento sobre a dinâmica de florestas mas também como ferramenta para impactar nas políticas públicas.
Experiência da Bolívia
Como crescem as florestas brasileiras? Esta é uma das principais perguntas do I Seminário Nacional sobre Dinâmica de Florestas. Promovido pela Embrapa Florestas (Colombo/PR) em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro, o evento reúne experiências e palestras de todos os biomas brasileiros com o objetivo de entender e monitorar como se desenvolvem as florestas no País.
Esta quarta-feira (25/06) está reservada para conhecer a experiência da Bolívia no acompanhamento da dinâmica de suas florestas e também como trabalham outras redes de monitoramento, tanto nacionais quanto internacionais.
Além disso, os cerca de 150 participantes também vão conhecer mais sobre o uso de bancos de dados para sistematizar as informações sobre o monitoramento das florestas. O evento contempla ainda sessões de pôsteres com experiências de todo o País e reuniões das redes regionais de parcelas permanentes de todos os biomas.
Fonte: Celulose Online divulgado no Portal do Meio Ambiente.
26 de junho de 2008
Desmatamento cai em maio, mas tendência ainda é de alta...
Em maio de 2008, de acordo com SAD, o desmatamento atingiu No acumulado do período (agosto de
Em maio de 2008, o desmatamento foi maior no Pará (60%), seguido por Mato Grosso (17%), Rondônia (13%) e Amazonas (9%). Os demais estados contribuíram com cerca de 1% do desmatamento.
Não foi possível detectar a situação do desmatamento em 36% da Amazônia Legal por excesso de nuvens nessas áreas. A região não-mapeada corresponde ao Estado do Amapá, parte de Roraima, norte e noroeste do Amazonas, centro-norte e norte do Pará. Além disso, como o SAD só detecta desmatamentos acima de
A maioria (70%) do desmatamento em maio de 2008 ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. Foi relativamente expressivo o desmatamento nas Unidades de Conservação alcançando 19%, enquanto os 10% restantes ocorreram em Assentamento de Reforma Agrária. O desmatamento nas Terras Indígenas foi menor do que 1%.
A Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim (Oeste do Pará) perdeu
Acesse aqui o último relatório. Esta e outras edições do Boletim Transparência Florestal, além de mapas e gráficos utilizando o dados do SAD, podem ser acessados de maneira interativa no ImazonGeo, um portal de geoinformação sobre a Amazônia. O objetivo do portal é fornecer informações sobre a situação, dinâmica e pressão sobre as florestas e Áreas Protegidas da região. Os dados e as (geo)informações são organizadas em mapas interativos, gráficos e relatórios. Vale o clique.
Converse com o Ed...
22 de junho de 2008
O que restou das florestas no mundo...
Fonte: Revista Opiniões.
Florestas e aquecimento global...
A edição de março-maio tem como tema “O Sistema Florestal Brasileiro e as Mudanças Climáticas Globais”, assunto que muito me interessa, tema de meu projeto de pesquisa e importantíssimo para o Brasil na problemática do aquecimento global. Todos os artigos são pertinentes e de primeira linha, escritos por profissionais de renome, inclusive, internacional. Muitos poderiam – e vão – virar posts aqui no PV, mas aproveito para indicar para leitura e reflexão alguns deles. Clicando na imagem acima ou aqui você lê a edição na íntegra. Boa leitura.
- Mudança do clima: Protocolo de Kyoto, MDL e o regime futuro (por Luiz Gylvan Meira Filho, Pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP)
- As florestas no âmbito da COP-13 (por Thelma Krug, Secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente)
- Mudanças climáticas e florestas: oportunidades e desafios (por Aldicir Scariot, Oficial de Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento)
- Brasil: vilão ou líder? (por Fábio Feldmann, Secretário Executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e Biodiversidade)
- Efeitos das mudanças climáticas sobre a floresta primária da Amazônia Central (por Niro Higuchi, Pesquisador do Inpa Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia)
- Campeões de desmatamento (por Evaristo Eduardo de Miranda, Chefe Geral da Embrapa Monitoramento por Satélite)
- Desmatamento, mudanças climáticas e equilíbrio amazônico (por Eneas Salati, Diretor Técnico da FBDS - Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável)
- Sistemas Florestais e Mudanças Climáticas (por Luiz Carlos Baldicero Molion, Diretor do Instituto de Geofísica da Universidade Federal de Alagoas)
- Compensação pelo desmatamento evitado: Oportunidades para negócios sustentáveis no setor florestal da Amazônia (por Carlos Souza Júnior, Pesquisador Sênior do Imazon)
- Oportunidades de financiamentos com créditos de carbono na Amazônia podem alterar o mercado de carbono global (por Pedro Moura Costa e Till Neeff, Presidente e Consultor da EcoSecurities de Londres, respectiva-mente)
- As florestas brasileiras no contexto das mudanças climáticas globais (Demóstenes Barbosa da Silva, Diretor de Gestão de Meio Ambiente e Crédito de Carbono da AES Brasil)






