12 de agosto de 2013
10 de agosto de 2013
Caiu a ficha?
- Cortar a emissão de carbono dos EUA: o texto reafirma o comprometimento dos Estados Unidos em cumprir sua meta de emissões de gases de efeito estufa – redução de 17% das emissões em comparação com 2005 -, uma meta bem menos ousada do que a proposta pela União Europeia. Para isso, Obama promete limitar as emissões das usinas de carvão já existentes. São mais de 1.600 usinas, que geram 40% da energia dos EUA, e estão entre as mais poluentes do mundo. Além disso, Obama assegura a manutenção de subsídios para as energias renováveis, que quase foram barradas pelo Congresso no ano passado.
- Preparar os EUA para os impactos das mudanças climáticas: no segundo pilar, o governo americano promete se preparar para os impactos de eventos extremos causados pelo aquecimento global. Os EUA já observaram eventos extremos em 2012, como uma seca sem precedentes e a tempestade Sandy. Obama promete melhorar a infraestrutura de estadas, pontes, utilizar recursos para minimizar secas e incêndios e se preparar para futuras situações de enchentes e tornados.
- Liderar os esforços internacionais de combate às mudanças climáticas: por fim, Obama promete colocar os Estados Unidos na liderança internacional do combate às mudanças climáticas. Ele promete fazer acordos bilaterais com grandes economias (incluindo o Brasil) e investir na redução de emissões de desmatamento em países tropicais (o mecanismo Redd). Também defende o livre comércio de tecnologias limpas – uma espécie de puxão de orelha na China, que usa pesados subsídios para tornar suas placas solares mais baratas do que as americanas no comércio internacional.
25 de março de 2009
Aumenta a lista de maiores desmatadores da Amazônia ...
A lista dos 36 municípios que mais desmataram a Amazônia foi ampliada nesta terça, dia 24, e agora tem mais sete cidades entre as campeãs de devastação da floresta. Juntos, os 43 municípios foram responsáveis por 55% do desmatamento da Amazônia Legal em 2008, que chegou a 11,9 mil quilômetros quadrados. É a primeira vez que o ranking, criado em 2007, é atualizado. Dos sete municípios incluídos, quatro são do Pará (Marabá, Pacajá, Ituporanga e Tailândia), um de Mato Grosso (Feliz Natal), um de Roraima (Mucajaí) e um do Maranhão (Amarante do Maranhão).
A inclusão dos municípios levou em conta a área total desmatada, o aumento da taxa de desmatamento nos últimos cinco anos e a derrubada de área igual ou maior que 200 quilômetros quadrados de floresta em 2008. No caso do município de Feliz Natal, por exemplo, o desmatamento saltou de 22 para 207 quilômetros quadrados entre 2007 e 2008.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, negou que a ampliação da lista represente falhas na atuação do governo para reprimir o avanço do desmate.
Nos 43 municípios da lista fica proibida a autorização para qualquer novo desmatamento (mesmo nos casos em que a legislação ambiental permite) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) pode exigir o recadastramento de todas as propriedades da região, a partir de um novo georreferenciamento. Além disso, os produtores dessas cidades estão sujeitos às restrições de crédito agrícola impostas pelo Conselho Monetário Nacional a quem tem irregularidades ambientais.
O ministro também anunciou os critérios para exclusão do ranking do desmatamento. Segundo Minc, a lista deverá ter uma nova modificação nos próximos dois meses, com a saída de três municípios, os matogrossesenses Alta Floresta, Porto dos Gaúchos e Nova Maringá. Para a saída da lista, além da redução do desmatamento anual, a derrubada em 2008 deve ter sido de no máximo 40 quilômetros quadrados e 80% do território devem estar cadastrados regularmente junto aos órgãos fundiários.
– Pelo critério do desmatamento, (três municípios) já poderiam ter saído. Mas ainda falta concluir o cadastramento ambiental rural, que deve acontecer nos próximos meses – adiantou.
O ministro atribuiu a redução do desmatamento nos municípios que possivelmente deixarão a lista a ações locais de educação ambiental, atuação de organizações não-governamentais ambientalistas e a medidas governamentais de combate ao desmatamento, como operações da Polícia Federal e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Fonte: Agência Brasil.
Confira a lista do 43 municípios que mais desmataram a Amazônia (em ordem alfabética):
Alta Floresta (MT) *
Altamira (PA)
Amarante do Maranhão (MA)
Aripuanã (MT)
Brasil Novo (PA)
Brasnorte (MT)
Colniza (MT)
Confresa (MT)
Cotriguaçu (MT)
Cumaru do Norte (PA)
Dom Eliseu (PA)
Feliz Natal (MT)
Gaúcha do Norte (MT)
Itupiranga (PA)
Juara (MT)
Juína (MT)
Lábrea (AM)
Machadinho D%27Oeste (RO)
Marabá (PA)
Marcelândia (MT)
Mucajaí (RR)
Nova Bandeirantes (MT)
Nova Mamoré (RO)
Nova Maringá (MT) *
Nova Ubiratã (MT)
Novo Progresso (PA)
Novo Repartimento (PA)
Pacajá (PA)
Paragominas (PA)
Paranaíta (MT)
Peixoto de Azevedo (MT)
Pimenta Bueno (RO)
Porto dos Gaúchos (MT) *
Porto Velho (RO)
Querência (MT)
Rondon do Pará (PA)
Santa Maria das Barreiras (PA)
Santana do Araguaia (PA)
São Félix do Araguaia (MT)
São Félix do Xingu (PA)
Tailândia (PA)
Ulianópolis (PA)
Vila Rica (MT)* Deverão ser excluídos da lista, de acordo com o MMA
UPDATE: confira as duas portarias no DOU.
PORTARIA No- 102, DE 24 DE MARÇO DE 2009
Dispõe sobre a lista de Municípios situados no Bioma Amazônia onde incidem ações prioritárias de prevenção, monitoramento e controle do desmatamento ilegal.
PORTARIA No- 103, DE 24 DE MARÇO DE 2009
Dispõe sobre os requisitos para que os municípios listados pelas Portarias nos 28, de 24 de janeiro de 2008 e 102, de 24 de março de 2009, do Ministério do Meio Ambiente passem a integrar a lista de Municípios com desmatamento monitorado e sob controle.
26 de novembro de 2008
Amazônia deixará de existir se desmate chegar a 50%...
Modelo pioneiro do Inpe que relaciona clima e vegetação indica que savana empobrecida se instala no lugar da floresta. Segundo pesquisador, corte adicional de 30% na área da floresta empurraria a vegetação a novo estado, no qual a mata não voltariaA floresta amazônica deixará de existir se mais 30% dela forem destruídos. A afirmação foi feita ontem em Manaus, durante a conferência científica Amazônia em Perspectiva.
“O número agora está consolidado. Se 50% de toda a Amazônia for desmatada, um novo estado de equilíbrio vai existir no bioma”, afirma Gilvan Sampaio, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Hoje aproximadamente 20% de toda a floresta amazônica, que tem mais de 8 milhões de quilômetros quadrados, já sumiram “No Brasil, esse número está ao redor de 17%.” Por Eduardo Geraque, da Folha de S.Paulo, 21/11/2008.
E pode chegar aos 50% até o meio do século. Um estudo de 2006 da Universidade Federal de Minas Gerais prevê que, se o ritmo do corte raso continuar, quase metade da floresta que sobra hoje tombará até 2050.
O novo modelo desenvolvido pelo pesquisador não considera mais a vegetação como algo estático, como ocorria nos estudos apresentados anteriormente. “Desta vez, existe uma espécie de conversa entre o clima e a vegetação”, afirma Sampaio, que havia publicado uma versão anterior de seus modelos no ano passado.
De acordo com o estudo, que analisa a situação da floresta num intervalo de 24 anos, a região leste da Amazônia ainda é a mais sensível. Como o clima depende da vegetação, e vice-versa, a ausência de árvores na parte oriental da Amazônia fará com que as chuvas diminuam até 40% naquela região.
“As pessoas têm a idéia de que a floresta cortada sempre se regenera, mas nesse novo estado de equilíbrio isso não deve mais ocorrer, pelo menos no leste da floresta.”

O estudo também mostra que a geografia do desmatamento pouco importa para que o ponto de não-retorno da floresta seja atingido. “A questão é quanto você tira e não de onde”. Se países como o Peru e a Venezuela, onde a situação da floresta é melhor hoje, começarem a desmatar muito, todo o bioma estará em perigo.
A conseqüência desse novo equilíbrio ecológico será bem mais impactante no lado leste. Sem chuva, a tendência é que toda a região vire uma savana pobre. “Não é possível falar em cerrado, porque ele é muito mais rico do que a capoeira que surgiria na Amazônia.”
O oeste amazônico, entretanto, onde estão o Amazonas e Roraima, continuariam a ter florestas, mesmo nessa nova realidade climática. “A umidade continuaria a ser trazida do Atlântico pelo vento”, diz.
O desafio brasileiro para impedir que a floresta entre em um novo estágio evolutivo parece até fácil de ser resolvido -no papel. Dos 5 milhões de hectares da Amazônia que estão dentro do país, 46% são protegidos por lei. Mas, na prática, a preservação dessas regiões não é integral.
Uma prova clara disso foi dada ontem também na conferência de Manaus. Dados apresentados por Alberto Setzer, também do Inpe, mostram que entre 2000 e 2007 os satélites registraram focos de incêndio em 92% das unidades de conservação da Amazônia. “Isso me deixa consternado”, diz Setzer.
Em Roraima e Tocantins, 100% das áreas de proteção ambiental tiveram incêndios. “Muitas dessas unidades de conservação não têm nem meios para combater o fogo”, afirma o pesquisador.
O sumiço de parte da floresta amazônica terá conseqüências imediatas para o Nordeste. “A tendência de desertificação vai aumentar bastante”, diz Sampaio. O grupo do Inpe ainda estuda as conseqüências da possível nova Amazônia para as demais regiões do Brasil.
Fonte: Ecodebate.
13 de outubro de 2008
Desmatamento na Amazônia cai 27% nos meses mais críticos do ano...
Números do sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que a média de desmatamento nos três meses mais secos do ano (junho, julho e agosto) vem caindo desde 2004, chegando ao menor valor agora em 2008 - 649 km2.Nesses meses tradicionalmente ocorrem o maior volume de corte da floresta. A área desmatada no período chegou a ser de 5.858 km2 em 2004, início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E está sendo reduzida desde então: foi de 1.568 km2 em 2005; 1.187 km2 em 2006; 884 km2 em 2007 e 649 km2 em 2008.
"Este ano registramos a menor média em cinco anos para os meses mais críticos e uma redução de 27% sobre o ano anterior", destaca o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Ele acrescenta que os números mostram que seu governo está conseguindo manter a tendência de queda registrada na gestão da ministra Marina Silva. "Mas os números não são bons. Temos que reduzir ainda mais o desmatamento na Amazônia", diz Minc.
8 de outubro de 2008
TV do Meio Ambiente...
Conheça a TV do Meio Ambiente: clique na imagem acima ou aqui.
Logo na página inicial, navegando pelas diferentes coleções temáticas, o internauta assiste aos vídeos que escolher. No site já estão sendo disponibilizados documentários, reportagens e filmes de animação que retratam o meio ambiente natural, rural, urbano e cultural brasileiros.
Para estimular a produção de vídeos pelo público e promover a discussão de temas ambientais foi criado o Espaço do Internauta. O visitante pode escrever comentários e publicar seus próprios vídeos, participando da Mostra do Internauta de Vídeo Ambiental, que premiará os vídeos mais votados pelos visitantes do site.
O espaço Notícias Ambientais trará, diariamente, as principais matérias jornalísticas sobre meio ambiente. Já a Exposição de Fotos apresenta o trabalho dos melhores fotógrafos brasileiros de natureza e temas relacionados ao meio ambiente. A exposição atual exibe 30 fotografias de Adriano Gambarini que retratam a biodiversidade e a cultura regional.
Mas não é só isso: reportagens exclusivas e inéditas, produzidas mensalmente pela equipe da TV do Meio Ambiente, estarão disponíveis aos espectadores do canal. A primeira Reportagem do Mês já está no ar: Montanhas do Rio mostra como essas formações naturais são aproveitadas em diferentes áreas, seja para a prática de escaladas radicais; como inspiração para o livro do fotógrafo Marco Terranova, que mostra a beleza do Rio sob ângulos inusitados; ou para pesquisa científica. A reportagem aborda também o projeto do Jardim Botânico que estuda orquídeas em extinção, encontradas somente nas encostas rochosas das montanhas da cidade. Outras matérias já estão em fase de produção, veja os detalhes na entrevista abaixo com o coordenador do projeto.
O novo canal de comunicação tem como missão a difusão da cultura ambiental. É direcionado a estudantes, professores, pesquisadores e a todos aqueles que buscam entretenimento e informação de qualidade. Venha participar na formação desse grande acervo que vai preservar a identidade ambiental e cultural do povo brasileiro. Divulgue seu vídeo.
A TV do Meio Ambiente é um projeto cultural, inscrito no Ministério da Cultura sob o Pronac nº 07-3605 e está apta a receber patrocínio para o projeto integral, reportagens especiais ou festival on-line de vídeos ambientais e também tem espaço promocional para inserção de banners.
Leia aqui uma entrevista com Ricardo Hanszmann, coordenador do projeto.
Fonte: Portal do Meio Ambiente.
5 de outubro de 2008
Plano Nacional de Mudanças do Clima incorpora metas de redução do desmatamento...
O Plano Nacional de Mudanças do Clima, apresentado no dia 25 de setembro, em Brasília, faz com que o Brasil se comprometa pela primeira vez a possuir médias decrescentes de desmatamento em todos os biomas, mensuráveis a cada quatro anos, até atingir o chamado desmatamento ilegal zero."É um plano ousado, com metas voluntárias e setoriais que, juntas, representam a redução de centenas de milhões de toneladas de gás carbônico por ano, seja pela redução do desperdício, seja pelo aumento da eficiência energética, ou ainda pela redução progressiva do desmatamento ou aumento progressivo do plantio de florestas nativas e comerciais", destacou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
O documento reúne as ações que o país pretende colocar em prática para combate às mudanças globais do clima e criar condições internas para o enfrentamento de suas conseqüências. É fruto do trabalho do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CI, de caráter permanente, formado por 16 ministérios e pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, liderados pela Casa Civil). O plano também recebeu contribuição da Conferência Nacional do Meio Ambiente, que este ano debateu o tema Mudanças Climáticas.
No último dia 02 foi o momento da Secretaria Executiva do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC) reunir-se para avaliar a versão do plano. No encontro, mediado pelo secretário-executivo do FBMC e diretor da Coppe/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, representantes da Casa Civil, do Ministério de Ciência e Tecnologia, da Petrobras e do Instituto Ecoar apresentaram sugestões para serem incorporadas ao documento, que ficará em consulta pública até 31 de outubro.
Mudanças nas regras dos leilões do setor elétrico, com o objetivo de estimular o uso de energias alternativas como a eólica; incentivo a projetos para serem convertidos em créditos de carbono pela modalidade MDL (Mecanismos de Desenvolvimento Limpo) Programático; reduzir para quatro anos o período para medir a redução do desmatamento e a criação de um programa de estímulo ao reflorestamento de terras degradadas foram as principais considerações debatidas. O Fórum também recebeu sugestões da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), do Greenpeace, e do Fórum Baiano de Mudanças Climáticas, que reforçou a importância dos Diálogos Setoriais. Essas e outras sugestões que surgirem nas próximas reuniões do FBMC serão encaminhadas ao governo. "Por ser extenso e ter caráter dinâmico, o Plano abre possibilidade para muitas discussões. EFBMCsse é o maior mérito deste trabalho", comentou Pinguelli.
Também foi discutida uma nova agenda de Diálogo Setorial do FBMC para o período de um mês, durante a consulta pública. Três reuniões já estão previstas, uma em São José dos Campos no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), na Bahia, convocada pelo Fórum Baiano de Mudanças Climáticas, e no Paraná, pelo Fórum Paranaense de Mudanças Climáticas.
Fonte: FBMC através do CarbonoBrasil.
Leia mais sobre o Plano Nacional sobre Mudança do Clima aqui e aqui.
15 de julho de 2008
Compensação por serviços ambientais é tema de seminário na Câmara...
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara, a Frente Parlamentar Ambientalista, a Fundação SOS Mata Atlântica e a organização Conservação Internacional no Brasil promoveu dia 10 seminário para discutir a compensação por serviços ambientais. A compensação por serviços ambientais é o pagamento, com dinheiro ou outros meios, para aqueles que ajudam a conservar ou produzir esses serviços mediante a adoção de práticas, técnicas e sistemas que beneficiem a todos os envolvidos em determinada área geográfica.
A secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, deve participar da abertura das mesas de trabalho. O secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Egon Krakhecke, e o diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Azevedo, devem participar do painel Pagamento sobre Serviços Ambientais no Brasil: Visão Governamental.
Fonte: Agência Brasil.
Salão internacional apresenta inovações energéticas na França...
Equipamentos inteligentes que reduzem o consumo energético em uma residência ou água e energia produzidas a partir de um mesmo aparelho são alguns exemplos das inovações tecnológicas apresentadas na última semana no Salão Internacional de Soluções Energéticas Inovadoras, realizado em Nice, no sul da França. O software desenvolvido pelo grupo Wirecom tecnologias ajuda a diminuir o uso energético residencial sem precisar contar com a consciência ambiental dos seus moradores. Instalados em cada equipamento doméstico, os chips permitem um reconhecimento mútuo e trocas de informações úteis para a regulação automática da temperatura, da luminosidade do ambiente e da utilização dos aparelhos eletrônicos e de informática.
“É uma solução para gestão de sistemas energéticos que permite o controle e otimização em função de vários parâmetros, como ocupação de uma sala e temperatura exterior”, explica o presidente da Wirecom, Thierry Allard.
O diretor comercial da francesa Enoleo, Pascal Torres, afirma que a economia de energia de “dois dígitos” é possível em 90% dos edifícios através de medidas de otimização e redução no uso. Alguns exemplos são a modernização de equipamentos, otimização da regulação, recuperação de energia, integração de fontes renováveis e melhoria do isolamento.
Atuando no setor de otimização energética e energias renováveis, as soluções tecnológicas desenvolvidas pela Enoleo têm como objetivo reduzir o consumo energético ao mesmo tempo em que se aumentem o conforto dos usuários e a segurança das instalações.
Certificações Green Buildings
Assim, surgiram as certificações de qualidade ambiental de construções, que avaliam o desempenho energético, o consumo de água, os materiais de construção, a utilização do espaço, a produção de poluição, o conforto e a qualidade interior. As edificações que são aprovadas em todos estes quesitos podem ser chamadas de “green buildings”.
Os principais selos de certificação existentes no mundo são o BREEAM, LEED, Green Star, CASBEE e HQE.
O inglês BREEAM (BRE Environmental Assessment Method) já certificou 65 mil edifícios, sendo que alguns setores são obrigados a obter esta certificação na Inglaterra. O norte-americano LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) já certificou sete mil edificios e o francês HQE (Haute Qualité Environnemental), 150.
Tanto o australiano Green Star quanto japonês CASBEE (Comprehensive Assessment System for Building Environmental Efficiency) se baseiam no Breeam e no LEED e ainda possuem poucas certificações.
Apesar das similaridades, a maiorias dos selos não é exportável para outros paises, segundo o especialista em energia do Bureau Veritas, Patrick Vendeville. Ele explica que os métodos para certificação são baseados em regras e boas práticas locais e em adequação com a regulamentação local.
No Brasil, o processo ainda é recente e desenvolvido pelo Green Buildins Council do Brasil, utilizando o selo LEED.
O Bureau Veritas, líder mundial em certificação de normas de qualidade como os ISO 14001 e 9001, irá lançar um selo para “green buildings” em parceria com quatro empresas. O ‘Green Rating’ irá avaliar o desempenho de um edifício existente através de indicadores tangíveis e mensuráveis de eficiência energética, pegada de carbono, consumo de água, gestão de resíduos, saúde e disposição de transportes coletivos próximos ao edifício. “Primeiramente este padrão será aplicado a nível europeu, para depois ser transposto internacionalmente”, afirma Vendeville
A metodologia de auditoria, que está em fase de validação, já foi testada em quatro países (Espanha, Inglaterra, Alemanha e França). Vendeville ressalta que a principal dificuldade é responder às diferentes realidades de cada país.
Energia eólica para produzir água
Pensando nas regiões áridas e isoladas, onde o acesso à agua é escasso, a empresa francesa Eole-Water desenvolveu uma tecnologia para transformar a umidade do ar em água doce através do uso de energia eólica. A tecnologia Eole-Tech captura a água presente na atmosfera em forma de vapor e a transforma em líquido com a energia produzida a partir do vento.
“O rotor eólico conduz o compressor do sistema termodinâmico do circuito de condensação, assim como a turbina de circulação de ar e o gerador de energia elétrica. O ar ambiente é aspirado para a máquina, desumidecido e liberado”, explica o diretor da Eole-Water, Marc Parent.
A água recuperada é armazenada no alto do mastro, pressionando continuamente a coluna d'água. Assim, a água pode ser direcionada e estocada à distância, no local de consumo, por exemplo.
A grande vantagem da tecnologia é a produção simultânea de água e de energia elétrica, que pode ser estocada em baterias ou utilizada para produzir hidrogênio por eletrólise da água produzida. “Uma turbina com uma hélice de nove metros de diâmetro pode produzir 18 quilowatts (KW) à 10m/seg e
Por Paula Scheidt, CarbonoBrasil com reportagem de Fernanda B. Muller, enviada especial a Nice, França
Fonte: CarbonoBrasil.
8 de julho de 2008
Príncipe Charles lança fundo para construir prédios ecológicos...
da Efe, em Londres O príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, decidiu lançar um fundo imobiliário de US$ 1,99 bilhão que investirá em projetos compatíveis com a proteção do meio ambiente. O herdeiro do trono britânico contratou, para isso, seu banco de investimentos, o Credit Suisse, que já começou a buscar investidores do Oriente Médio dispostos a aplicar no fundo, batizado de Tellesma, informam hoje vários veículos de comunicação locais.
O Tellesma será dirigido por uma equipe de importantes executivos do setor, entre eles Ian Henderson, ex-diretor-executivo da Land Securities, a maior imobiliária do país, que foi nomeado presidente e terá a seu lado Mark Collins, também da Land Securities. O príncipe não deve desempenhar um papel oficial no novo fundo, embora sua empresa beneficente, The Foundation for the Built Environment, será consultora no Tellesma.
Um terço do novo fundo será do The Prince's Charities, grupo de 19 organizações beneficentes apoiadas pelo príncipe de Gales, entre elas o Prince's Trust, que se beneficiarão dos lucros obtidos. Os outros dois terços pertencerão aos diversos investidores, que receberão também regularmente sua parte dos lucros gerados.
O príncipe criou o Tellesma para aproveitar a experiência adquirida no desenvolvimento de Poundbury, uma vila construída há 15 anos no condado de Dorset (sul da Inglaterra) e que muitos consideram um modelo de desenvolvimento urbano sustentável. A vila de Poundbury foi construída em terrenos pertencentes ao Ducado da Cornualha, ou seja, do próprio Charles. Seus prédios têm um caráter tradicional, já que imitam as velhas aldeias ao redor, e as fábricas criadas estão no mesmo local para evitar longos deslocamentos ao trabalho.
O novo projeto, no entanto, se centrará mais na reforma de instalações industriais abandonadas ou em propriedades comerciais, sempre com respeito ao meio ambiente. Os responsáveis pelo novo fundo querem aproveitar a queda de preços dos terrenos urbanizáveis, que se baratearam, em muitos casos, em 25% e mesmo 50%.
Fonte: Carbono Brasil.
26 de junho de 2008
Desmatamento cai em maio, mas tendência ainda é de alta...
Em maio de 2008, de acordo com SAD, o desmatamento atingiu No acumulado do período (agosto de
Em maio de 2008, o desmatamento foi maior no Pará (60%), seguido por Mato Grosso (17%), Rondônia (13%) e Amazonas (9%). Os demais estados contribuíram com cerca de 1% do desmatamento.
Não foi possível detectar a situação do desmatamento em 36% da Amazônia Legal por excesso de nuvens nessas áreas. A região não-mapeada corresponde ao Estado do Amapá, parte de Roraima, norte e noroeste do Amazonas, centro-norte e norte do Pará. Além disso, como o SAD só detecta desmatamentos acima de
A maioria (70%) do desmatamento em maio de 2008 ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. Foi relativamente expressivo o desmatamento nas Unidades de Conservação alcançando 19%, enquanto os 10% restantes ocorreram em Assentamento de Reforma Agrária. O desmatamento nas Terras Indígenas foi menor do que 1%.
A Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim (Oeste do Pará) perdeu
Acesse aqui o último relatório. Esta e outras edições do Boletim Transparência Florestal, além de mapas e gráficos utilizando o dados do SAD, podem ser acessados de maneira interativa no ImazonGeo, um portal de geoinformação sobre a Amazônia. O objetivo do portal é fornecer informações sobre a situação, dinâmica e pressão sobre as florestas e Áreas Protegidas da região. Os dados e as (geo)informações são organizadas em mapas interativos, gráficos e relatórios. Vale o clique.
22 de junho de 2008
Espelho parabólico de baixo custo poderá viabilizar energia termo-solar...
Nem sempre a tecnologia mais avançada é a solução ideal. Com esta idéia em mente, um grupo de estudantes do MIT, nos Estados Unidos, decidiu construir o protótipo daquele que poderá se tornar o sistema de geração de energia solar mais eficiente do mundo quando se leva em conta o custo de geração da energia. Coletor solar com espelho de banheiro
O sistema foi montado inteiramente com peças compradas no comércio. O prato parabólico, com
O formato parabólico da estrutura é obtido fazendo-se furos em locais precisos nos tubos de alumínio. Quando a estrutura é montada esses furos fazem com que ela assuma automaticamente a curvatura parabólica.
Geração termo-solar de eletricidade
A idéia, porém, não é construir um forno solar, mas um sistema de geração de eletricidade. O calor será dirigido para o núcleo de um sistema de serpentinas, fazendo com que a água que circula em seu interior se transforme instantaneamente em vapor, girando uma turbina que acionará o gerador de energia.
Energia solar barata
O segredo para construir um sistema tão eficiente em termos de custos foi encontrar um tamanho ótimo para o prato coletor. Os pesquisadores descobriram que menor é realmente melhor neste caso. Ao contrário do que acontece com várias tecnologias, onde são os ganhos de escala que viabilizam sua utilização, um prato parabólico menor exige uma estrutura de suporte muito mais simples.
O resultado é que o coletor pequeno custa apenas um terço do que custaria um prato parabólico de grandes dimensões quando se compara a geração de energia por área do coletor.
O recorde de eficiência de geração de energia termo-solar - tecnicamente falando, e não em termos de custos - pertence a um coletor de grandes dimensões (veja Batido recorde mundial de eficiência na conversão energia solar-eletricidade).
Para conhecer outra solução promissora para a geração de energia termo-solar, veja Concentrador de luz torna energia solar competitiva com petróleo e carvão.
Fonte: Inovação Tecnológica.
Vem aí um novo marco regularório para energia eólica no Brasil...
A Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado propôs na quinta-feira a elaboração de um novo marco regulatório para a energia eólica no Brasil até o dia 30 de julho. A proposta foi apresentada durante audiência pública sobre a ampliação da participação da energia eólica na matriz energética brasileira. A elaboração do documento prevê a participação da Comissão Especial de Fontes Renováveis de Energia da Câmara dos Deputados, representantes do governo federal, estadual e municipal, a associação brasileira de energia eólica e entidades ligadas à pesquisa e à produção de energias renováveis.
"O Greenpeace vai acompanhar de perto esse trabalho para garantir que o marco regulatório seja ambicioso e impulsione o desenvolvimento da energia eólica no País", afirma o coordenador de campanhas do Greenpeace Brasil, Ricardo Baitelo.
"Este é o elemento fundamental para consolidar um mercado ainda insipiente no Brasil, mas que movimentou US$ 38 bilhões no mundo em 2007", completa Baitelo.
O marco regulatório pretende viabilizar o desenvolvimento da energia eólica no país.
"O aproveitamento do enorme potencial eólico será decisivo para a manutenção de uma matriz elétrica limpa e para a segurança energética do país. A geração hidrelétrica depende fortemente do regime de chuvas e durante o período de seca o país é obrigado a acionar termelétricas movidas a combustíveis fósseis para completar a geração. A geração eólica é mais forte justamente neste período e será decisiva para evitar as emissões destas termelétricas", explica Baitelo.
O Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês) viu com otimismo as últimas iniciativas brasileiras.
"Recebemos com alegria as notícias sobre iniciativas políticas desta semana para o desenvolvimento da energia eólica no Brasil. Tanto o encontro entre governadores e o Banco do Nordeste na segunda-feira, quanto o anúncio, na audiência da criação de uma comissão especial de energias renováveis para estabelecer o marco regulatório para a energia eólica são passos importantes", declarou Ramón Fiestas, representante do conselho.
Fonte: Greenpeace Brasil através do Portal do Meio Ambiente.
14 de junho de 2008
Reino Unido e Irlanda sugerem comércio de carbono para cidadãos...
Campanhas educativas não fazem você esquecer que é preciso diminuir o consumo de combustível, economizar água e desligar a luz; porém nunca ninguém exigiu um pagamento pelos excessos de consumo destes bens, certo? Pensar que ações ambientalmente corretas são atitudes meramente voluntárias está com os dias contados com os primeiros indícios de um mercado de carbono para cidadãos. Dois países vizinhos, Reino Unido e Irlanda, lançam propostas para dividir a responsabilidade pela redução de gases do efeito estufa (GEE) com seus habitantes. O Reino Unido inicia nesta semana um sistema experimental no estilo ‘cap-and-trade’ (captura e comércio) para pessoas físicas, já a Fundação para Sustentabilidade Econômica (Foundation for the Economics of Sustainability - Feasta) sediada em Dublin, na Irlanda, propõe um sistema de comércio de carbono que limitaria o consumo de combustíveis fósseis, o ‘cap-and-share’ (captura e compartilhamento).
Veja aqui, na matéria do Carbono Brasil a iniciativa dos dois Países.
2 de junho de 2008
DETER verifica 1.123 km2 de desmatamentos na Amazônia em abril...
Além dos números do desmatamento em cada estado da Amazônia Legal, o INPE também divulgou o índice de cobertura de nuvens do período analisado. A cobertura de nuvens costuma variar muito de um mês para outro, assim como a localização das áreas encobertas.
Do total verificado pelo DETER em abril, 794 km2 correspondem ao Mato Grosso. Em março, o sistema havia registrado 112 km2 no estado. Porém, no mês anterior 78% da Amazônia estava coberta de nuvens, sendo que 69% do Mato Grosso não pôde ser observado pelos satélites. Já em abril, 53% da Amazônia esteve sob nuvens, mas apenas 14% do Mato Grosso ficou encoberto. Isto indica que a oportunidade de observação no estado aumentou muito de março para abril (conforme Fig 01 e Fig 02).
Em operação desde 2004, o DETER foi concebido como um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. São mapeadas tanto áreas de corte raso quanto áreas em processo de desmatamento por degradação florestal. É possível detectar apenas polígonos de desmatamento com área maior que
Por estado, o total de áreas em processo de desmatamento na Amazônia em abril:
Distribuição da área de cobertura de nuvem por estado:
Fig 01 - Nuvens em Março/2008
Fig 02 - Nuvens em Abril/2008
Fonte: INPE.
Destaques das negociações da COP 9...
Ontem, em Bonn, Alemanha, encerrou a Nona Conferência entre as Partes (COP9) da Convencao de Diversidade Biológica. Paralelamente às reuniões oficiais, ocorrem debates e eventos paralelos, que envolveram mais de 190 paises e um público de milhares de pessoas de diferentes setores da sociedade, entretanto poucas manifestações ocorrem em relacao a COP 8 em Curitiba.
Diante das negociacões, a Delegacao Oficial Brasileira tem se posicionado gradativamente estratégica em relação a vários interesses presentes. Mesmo com alguns equívocos durante o evento, nada ainda foi decido e aprovado em relação ao temas desta convenção. A pressão da sociedade civil diante da Delegação Brasileira permanece na esperança que o Brasil não retroceda nas negociações.
Ainda não li nada concreto das conclusões do encontro, mas abaixo você encontra os principais pontos discutidos.
Diversidade Biológica Florestal
Ainda em negociação entre as Partes, este tema envolve a polêmica e contradições em relação as arvores genéticamente modificadas. A aprovação de uma moratória esta praticamente descartada, mas o principio da precaução deve ser adotado entre as Partes.
Biodiversidade e Mudança Climática
Ate a noite de ontem o documento ainda estava em elaboração e discussão. A preocupação dos impactos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade é generalizada, entretanto não há consenso entre as Partes sobre a fertilização dos oceanos.
Biodiversidade Agrícola
O principal ponto na discussão desse tema é em relação aos impactos dos Biocombustíveis na biodiversidade, alguns países defendem a moratória, outros o principio da precaução, e alguns a não aplicação do principio, como o Brasil.
Biodiversidade Marinha e Costeira
O debate sobre fertilização dos oceanos também permanece nas negociacões das Partes sobre Biodiversidade Marinha e Costeira.
Áreas protegidas da biodiversidade
As negociações estão em torno dos recursos financeiros disponíveis.
Acesso e Repartição de benefícios
Os países megabiodiversos estao juntos nas negociações para uma repartição mais eqüitativa e justa dos benefícios da biodiversidade. Enquanto algumas partes fazem restrições quanto ao posicionamento desses países.
Mecanismos Financeiros
É o principal interesse das negociações entre as Partes, principalmente para os países em desenvolvimento.
Espécies Invasoras
Destaca-se nas negociações das Partes a utlização de espécies nativas para a recomposição e manejo florestal com respeito aos ecossistemas especifico de cada pais.
Adaptado do Portal do Meio Ambiente.
30 de maio de 2008
Amazônia, Mudanças Climáticas e o Cinismo dos Muito Ricos...
Amazônia, Mudanças Climáticas e o Cinismo dos Muito Ricos...Por Luiz Prado
As empresas de navegação dos países nórdicos e canadenses estão felizes com as mudanças climáticas: já duplicaram, na úlltima década, e ampliam-se rapidamente as condições de trânsito dos grandes cargueiros por rotas do Ártico que até recentemente permaneciam fechadas pelo gelo durante a maior parte do ano. Até mesmo o trâfego de carga de Nova York a Yokohama (Japão) poderá ser feito por distâncias significativamente menores: de
“Com reservas petrolíferas que já foram estimadas pelo Kremlim em 586 bilhões de barris - algo em torno de 100 vezes maior do que o potencial do mega-campo brasileiro de Tupi -, o mar de Barents, entre a Noruega e a Rússia, poderá em breve se transformar em um novo eldorado energético e já afeta as estratégias de defesa desses países” - informa o jornalista Daniel Rittner, de Estocolomo, em publiação do Valor Econômico de 19 de maio de
Para os “verdes”, que não gostam de Real Politik ambiental, vale dizer que nos dias 27 e 28 de maio, reuniram-se, na capital da Groenlândia, Illulissat, representantes da Rússia, Canadá, EUA, Dinamarca e Noruega para discutir o controle das reservas petrolíferas e minerais que se abrem rapidamente à exploração comercial em decorrência do degelo. “Cientistas norte-americanos estimam que na região encontram-se 25% das reservas mundiais de petróleo e gás natural”.
A Groenlândia é um “estado” autônomo da Noruega. Nos termos dos tratados internacionais em vigor, cada país tem direitos exclusivos sobre a exploração dos recursos naturais numa faixa de
Esses países pretendem abocanhar o maior pedaço possível dessa áreas alegando tratar-se de um prolongamento de suas plataformas continentais. Na prática, as possibilidades maiores são da Rússia, do Canadá e da Dinamarca, mas os EUA não se contiveram e enviaram a tediosa Condoleezza Rice à reunião.
Lutam para queimar mais petróleo, principal causa das mudanças climáticas, e falam em proteger a Amazônia e a biodiversidade. Maior cinismo é impossível. Sobretudo quando a Noruega anuncia que será a primeira doadora do Fundo Brasil Amazônia para a proteção das florestas. Doará talvez o equivalente ao preço dos caças militares comprados para proteger os seus interesses nas jazidas de petróleo agora acessíveis em decorrência do degelo no Ártico.
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A Anistia Internacional divulgou relatório falando sobre terras indígenas e silenciando sobre o genocídio cometido pelos norte-americanos no Iraque, bem como sobre a decisão dos EUA de expandir as prisões abusivas do tipo Guantánamo para outros países. Dose adicional de cinismo no tabuleiro das relaçôes internacionais.
Fonte: Luiz Prado Blog.
27 de maio de 2008
Estudo derruba ligação entre raios solares e aquecimento global...
A pesquisa contradiz a teoria favorita dos "céticos" do aquecimento global, segundo a qual raios cósmicos vindos para a Terra - e não as emissões de carbono - determinam a quantidade de nuvens no céu e a temperatura no planeta.
A idéia é que variações na atividade solar afetam a intensidade dos raios cósmicos, mas cientistas da Universidade de Lancaster descobriram que não houve nenhuma relação significativa entre as duas variáveis nos últimos 20 anos.
Esta é a mais recente prova a colocar sob intensa pressão a teoria dos raios cósmicos, desenvolvida pelo cientista dinamarquês Henrik Svensmark, do Centro Espacial Nacional da Dinamarca. As idéias defendidas por Svensmark formaram o principal argumento do documentário The Great Global Warming Swindle (A Grande Fraude do Aquecimento Global, em tradução livre), exibido pela televisão britânica, que intensificou os debates sobre as causas das mudanças climáticas atuais.
Leia aqui toda a matéria da BBC Brasil.
26 de maio de 2008
Futuro movido à energia solar...
Utilizar energia solar é imitar a natureza. Mesmo considerando que a matriz energética do Brasil é uma das mais limpas do planeta, devido à tecnologia hidrelétrica, o país tem muito a contribuir para a energia solar que está em voga no mundo inteiro. Paradoxalmente, aqui a energia hidrelétrica é um dos limitantes para utilização da tecnologia. Apesar do grande potencial que tem para desenvolver a energia solar, o Brasil ainda utiliza muito pouco essa alternativa, por causa dos altos custos. Segundo o coordenador do Centro de Referência para Energia Solar e Eólica, Hamilton Moss, enquanto o megawatt-hora da energia solar custa em torno de R$ 600, o megawatt-hora da Usina Hidrelétrica de Jirau foi leiloado semana passada (19) por R$ 71,40. “É muito difícil competir com fonte hidráulica”, disse. Atualmente, são gerados 20 megawatts de potência em todo o país com energia solar. Para se ter uma idéia, só na Usina Hidrelétrica de Itaipu são gerados 14 mil megawatts. Leia a matéria completa aqui.
Mesmo assim, aquecedores solares economizaram em 2007 energia suficiente para abastecer 350 mil domicílios no Brasil. Segundo pesquisa realizada durante a reunião da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC) em Bali, que procurou avaliar as tecnologias disponíveis que inspiram mais confiança em sua capacidade de combater o aquecimento global, a solução com maior índice de aprovação na pesquisa foi o uso de energia solar para aquecimento de água (74%). A IUCN ouviu mil integrantes de governos, de organizações não governamentais e do setor industrial de 105 países." Os dados da pesquisa só comprovam a grande importância do aquecimento solar para o desenvolvimento mundial" , comenta Délcio Rodrigues, coordenador da iniciativa brasileira das Cidades Solares. Mais aqui.
A riqueza de recursos naturais no Brasil pode, inclusive, fazer do país um grande exportador de painéis solares. É o que acredita Hamilton Moss, do Centro de Pesquisas
A tecnologia para captação da radiação solar é um dos limitantes ao emprego mais usual da energia solar. Já falei aqui da nanotecnologia aplicada a tecnologia solar. Pesquisadores da Califórnia desenvolveram uma forma de tornar a energia solar até 20 vezes mais barata. O projeto, que teve apoio do governo americano, deve provocar mudanças na arquitetura do futuro. Quando os arquitetos projetarem casas e edifícios no futuro, poderão trocar telhas de barro ou cerâmica por telhas solares. Janelas de madeira por janelas solares. E, em vez de pintar as paredes com cores claras, poderão usar esse líquido cinzento, a tinta solar. Genial.
Para se ter uma idéia do potencial da energia solar para o futuro se prevê que ela atrairá mais de US$ 85 bi
24 de maio de 2008
Concentração de CO2 é a mais alta em 800 mil anos...
A concentração de CO2 supera hoje o volume de 380 partes por milhão, quando até recentemente não havia superado ainda as 300 partes por milhão e, há 667 mil anos, registrava um mínimo de 172, segundo os dados do CNRS. No caso do metano (CH4), constatou-se que atualmente existem 1,8 mil partes por cada um bilhão, enquanto no passado o volume variava entre 350 e 800 partes por bilhão.
Os números são o resultado de um teste de mostras de gelo retiradas de uma profundidade de até
Essas porções de gelo, extraídas nas proximidades da base científica franco-italiana Concórdia no continente antártico, são os mais antigos analisados até agora - o precedente era de 650 mil anos -, e dão conta da história climática da Terra durante oito sucessões de períodos de geleira interglacial.
Os cientistas que trabalharam com essas mostras de gelo, nas quais estavam contidas gotas de gases atmosféricos de tempos remotos, puderam confirmar a correlação entre as mudanças climáticas, e em particular a evolução da temperatura de nosso planeta, e o ciclo do carbono.
Sobre o metano, os pesquisadores constataram que o aumento da intensidade das monções no sudeste asiático acaba com a alta da concentração deste gás na atmosfera. Uma vinculação que tem a ver, em parte, com a umidade ou com a camada de neve no alto do Tibete e com a insolação.
Fonte: Terra.











