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26 de março de 2009

Mesa solar...

A SunTable é uma mesa equipada com painéis solares que você coloca do lado de fora da casa para coletar a energia do sol. Ela pode deixar seu notebook funcionando durante 4 horas, além de outros gadgets, é claro.

A armação da mesa é feita em madeira Teca com pernas em aço inoxidável, e os componentes eletrônicos resistem muito bem, mesmo sob a chuva. A mesa tem um indicador de voltagem que mostra informações sobre a bateria, e um indicador de tempo que mostra desde quando ela está ligada.

O preço é US$ 2.200, lá fora. Saiba mais no site da SunTable.

Via Boing Boing e Digital Drops.

25 de março de 2009

Estudo avalia transferência tecnológica no MDL...

China, Índia, Brasil, México e Malásia respondem por 80% do total de projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e, apesar dos três primeiros serem os líderes em número de projetos, são os menos beneficiados pela troca de conhecimento.

Um estudo do braço climático das Nações Unidas aponta que cerca de 36% dos projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) contribuem para a transferência de tecnologia de países ricos para os em desenvolvimento.

Como eles representam 59% do total de reduções de emissões de gases do efeito estufa promovidas pelos projetos, o estudo “Análises da Transferência Tecnológica em Projetos MDL” concluiu que são os grandes projetos os que mais recebem novos conhecimentos.

Apesar de quase a metade dos submetidos para aprovação da ONU serem de pequena escala (45%), apenas 30% dizem ter recebido algum repasse de conhecimento tecnológico.

O estudo da Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas examinou o documento de concepção (PDD) de 3.296 projetos registrados ou que esperavam registros até junho de 2008 e que estão em andamento em 67 países em desenvolvimento, envolvendo atividades como geração de energia renovável e destruição de potentes gases do efeito estufa vindos de indústrias.

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Fonte: Carbono Brasil.

26 de novembro de 2008

Soluções inovadoras virão de desconhecidos...

Co-fundador de empresas de consultoria na área de sustentabilidade, John Elkington afirma que a crise econômica é necessária para destruir alguns elementos da cultura global e que a mudança virá de pessoas vistas como loucas

Paula Scheidt do Portal do Meio Ambiente.

“Muitas das soluções que precisamos para o futuro não virão das grandes empresas, mas sim de pessoas sobre os quais vocês nunca ouviram falar”, afirma o inglês John Elkington, co-fundador da SustainAbility e diretor da Volans Venture, fundada neste ano com o objetivo de encontrar soluções empreendedoras para enfrentar os grandes desafios atuais, que segundo ele vão desde as mudanças climáticas e pobreza até o acesso a medicamentos. 

Autor de 17 livros, incluindo o Guia do Consumidor Verde que vendeu um milhão de cópias em 1988, Elkington é uma autoridade mundial em responsabilidade corporativa e desenvolvimento sustentável. O empresário diz que para os empreendedores inovadores, que estão na borda do sistema, será muito mais fácil aproveitar a desestruturação econômica desta crise, pois não estão focados na ‘antiga ordem’.

Elkington afirma que, há dois anos, já vem dizendo que a humanidade ruma em direção a uma descontinuidade econômica, não uma recessão. “Acho que isto está apenas começando”, exclama.

A curto prazo, o empresário e consultor explica que o resultado desta crise será devastador sobre o cidadão a e sustentabilidade. “Muitas empresas a usarão como desculpa para cortar gastos e enxugar áreas com especialistas”, garante, ressaltando já ter atravessado cinco recessões e ter visto as empresas fazerem exatamente isso em áreas como segurança, saúde e meio ambiente. “Esta é a má notícia”.

A boa notícia, diz, talvez venha daqui a três a cinco anos. “Devido à desestabilização do modelo econômico, causada porque os líderes empresariais e políticos não sabem o que está acontecendo nem o que fazer, a oportunidade de levar adiante mudanças radicais será muito maior”, comenta.

Segundo Elkington, os desafios atuais serão apenas enfrentados quando empresas, governos e os cidadãos se alinharem em torno de uma meta e cita os planos da Nissan para ter 60 modelos de veículos elétricos nas estradas em até três anos. “Eles já fazem isso porque vêem que o mercado para este tipo de veículo está crescendo, pois observam um aumento de interesse do governo japonês, principalmente no nível municipal”, conta.

O especialista prevê, além de falências absolutas, muitas fusões e incorporações, com uma grande transformação no cenário empresarial. “Esta também é uma oportunidade imensa para usar um exemplo da ecologia: muitas vezes precisamos de um incêndio numa floresta para limpar o espaço para que novas plantas possam crescer”, compara.

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5 de outubro de 2008

Plano Nacional de Mudanças do Clima incorpora metas de redução do desmatamento...

O Plano Nacional de Mudanças do Clima, apresentado no dia 25 de setembro, em Brasília, faz com que o Brasil se comprometa pela primeira vez a possuir médias decrescentes de desmatamento em todos os biomas, mensuráveis a cada quatro anos, até atingir o chamado desmatamento ilegal zero.

"É um plano ousado, com metas voluntárias e setoriais que, juntas, representam a redução de centenas de milhões de toneladas de gás carbônico por ano, seja pela redução do desperdício, seja pelo aumento da eficiência energética, ou ainda pela redução progressiva do desmatamento ou aumento progressivo do plantio de florestas nativas e comerciais", destacou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

O documento reúne as ações que o país pretende colocar em prática para combate às mudanças globais do clima e criar condições internas para o enfrentamento de suas conseqüências. É fruto do trabalho do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CI, de caráter permanente, formado por 16 ministérios e pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, liderados pela Casa Civil). O plano também recebeu contribuição da Conferência Nacional do Meio Ambiente, que este ano debateu o tema Mudanças Climáticas.

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No último dia 02 foi o momento da Secretaria Executiva do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC) reunir-se para avaliar a versão do plano. No encontro, mediado pelo secretário-executivo do FBMC e diretor da Coppe/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, representantes da Casa Civil, do Ministério de Ciência e Tecnologia, da Petrobras e do Instituto Ecoar apresentaram sugestões para serem incorporadas ao documento, que ficará em consulta pública até 31 de outubro.

Mudanças nas regras dos leilões do setor elétrico, com o objetivo de estimular o uso de energias alternativas como a eólica; incentivo a projetos para serem convertidos em créditos de carbono pela modalidade MDL (Mecanismos de Desenvolvimento Limpo) Programático; reduzir para quatro anos o período para medir a redução do desmatamento e a criação de um programa de estímulo ao reflorestamento de terras degradadas foram as principais considerações debatidas. O Fórum também recebeu sugestões da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), do Greenpeace, e do Fórum Baiano de Mudanças Climáticas, que reforçou a importância dos Diálogos Setoriais. Essas e outras sugestões que surgirem nas próximas reuniões do FBMC serão encaminhadas ao governo. "Por ser extenso e ter caráter dinâmico, o Plano abre possibilidade para muitas discussões. EFBMCsse é o maior mérito deste trabalho", comentou Pinguelli.

Também foi discutida uma nova agenda de Diálogo Setorial do FBMC para o período de um mês, durante a consulta pública. Três reuniões já estão previstas, uma em São José dos Campos no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), na Bahia, convocada pelo Fórum Baiano de Mudanças Climáticas, e no Paraná, pelo Fórum Paranaense de Mudanças Climáticas.

Fonte: FBMC através do CarbonoBrasil.

Leia mais sobre o Plano Nacional sobre Mudança do Clima aqui e aqui.

15 de julho de 2008

LEDS, as lâmpadas do futuro...

Os LEDS são já considerados a nova geração de lâmpadas e a provável alternativa futura aos modelos hoje utilizados na iluminação doméstica. Isto porque o seu consumo energético é bastante reduzido – inferior a dois watts – e o seu tempo de vida muito maior em relação às lâmpadas incandescentes e até às de baixo consumo ou fluorescentes compactas.

A tecnologia de lâmpadas LED já se encontra disponível no mercado, embora ainda não esteja suficientemente desenvolvida para ser utilizada em áreas de maior iluminação, como salas, cozinhas e escritórios. Para já, os LEDS podem ser uma solução bastante economizadora para iluminar zonas de passagem, como corredores, elevadores e halls ou ainda como iluminação de presença.

Mesmo tendo em conta a sua utilização ainda limitada, um LED pode substituir quatro das lâmpadas existentes numa habitação. Extrapolando esta estimativa à totalidade das habitações portuguesas, a aplicação de LEDs permitiria poupar 47,2 milhões de quilowatts/hora (kwh) por ano, o correspondente a 5,6 milhões de euros. Essa poupança evitaria a emissão de 22,7 mil toneladas de CO2. Para além da sua utilização em espaços interiores, a tecnologia LED já é utilizada também em espaços exteriores e em dispositivos como os semáforos.

Estamos a falar de uma alternativa sem dúvida mais eficiente e portanto mais ecológica, que promete num futuro próximo revolucionar a área da iluminação. Com o aperfeiçoamento da tecnologia, o seu uso tenderá a ser não só mais comum como também mais diversificado, aumentando ainda mais o potencial de redução do consumo energético atrás referido.

Fonte: TopTen.

Salão internacional apresenta inovações energéticas na França...

Equipamentos inteligentes que reduzem o consumo energético em uma residência ou água e energia produzidas a partir de um mesmo aparelho são alguns exemplos das inovações tecnológicas apresentadas na última semana no Salão Internacional de Soluções Energéticas Inovadoras, realizado em Nice, no sul da França.

O software desenvolvido pelo grupo Wirecom tecnologias ajuda a diminuir o uso energético residencial sem precisar contar com a consciência ambiental dos seus moradores. Instalados em cada equipamento doméstico, os chips permitem um reconhecimento mútuo e trocas de informações úteis para a regulação automática da temperatura, da luminosidade do ambiente e da utilização dos aparelhos eletrônicos e de informática.

“É uma solução para gestão de sistemas energéticos que permite o controle e otimização em função de vários parâmetros, como ocupação de uma sala e temperatura exterior”, explica o presidente da Wirecom, Thierry Allard.

O diretor comercial da francesa Enoleo, Pascal Torres, afirma que a economia de energia de “dois dígitos” é possível em 90% dos edifícios através de medidas de otimização e redução no uso. Alguns exemplos são a modernização de equipamentos, otimização da regulação, recuperação de energia, integração de fontes renováveis e melhoria do isolamento.

Atuando no setor de otimização energética e energias renováveis, as soluções tecnológicas desenvolvidas pela Enoleo têm como objetivo reduzir o consumo energético ao mesmo tempo em que se aumentem o conforto dos usuários e a segurança das instalações.

Certificações Green Buildings

Assim, surgiram as certificações de qualidade ambiental de construções, que avaliam o desempenho energético, o consumo de água, os materiais de construção, a utilização do espaço, a produção de poluição, o conforto e a qualidade interior. As edificações que são aprovadas em todos estes quesitos podem ser chamadas de “green buildings”.

Os principais selos de certificação existentes no mundo são o BREEAM, LEED, Green Star, CASBEE e HQE.

O inglês BREEAM (BRE Environmental Assessment Method) já certificou 65 mil edifícios, sendo que alguns setores são obrigados a obter esta certificação na Inglaterra. O norte-americano LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) já certificou sete mil edificios e o francês HQE (Haute Qualité Environnemental), 150.

Tanto o australiano Green Star quanto japonês CASBEE (Comprehensive Assessment System for Building Environmental Efficiency) se baseiam no Breeam e no LEED e ainda possuem poucas certificações.

Apesar das similaridades, a maiorias dos selos não é exportável para outros paises, segundo o especialista em energia do Bureau Veritas, Patrick Vendeville. Ele explica que os métodos para certificação são baseados em regras e boas práticas locais e em adequação com a regulamentação local.

No Brasil, o processo ainda é recente e desenvolvido pelo Green Buildins Council do Brasil, utilizando o selo LEED.

O Bureau Veritas, líder mundial em certificação de normas de qualidade como os ISO 14001 e 9001, irá lançar um selo para “green buildings” em parceria com quatro empresas. O ‘Green Rating’ irá avaliar o desempenho de um edifício existente através de indicadores tangíveis e mensuráveis de eficiência energética, pegada de carbono, consumo de água, gestão de resíduos, saúde e disposição de transportes coletivos próximos ao edifício. “Primeiramente este padrão será aplicado a nível europeu, para depois ser transposto internacionalmente”, afirma Vendeville

A metodologia de auditoria, que está em fase de validação, já foi testada em quatro países (Espanha, Inglaterra, Alemanha e França). Vendeville ressalta que a principal dificuldade é responder às diferentes realidades de cada país.

Energia eólica para produzir água

Pensando nas regiões áridas e isoladas, onde o acesso à agua é escasso, a empresa francesa Eole-Water desenvolveu uma tecnologia para transformar a umidade do ar em água doce através do uso de energia eólica. A tecnologia Eole-Tech captura a água presente na atmosfera em forma de vapor e a transforma em líquido com a energia produzida a partir do vento.

“O rotor eólico conduz o compressor do sistema termodinâmico do circuito de condensação, assim como a turbina de circulação de ar e o gerador de energia elétrica. O ar ambiente é aspirado para a máquina, desumidecido e liberado”, explica o diretor da Eole-Water, Marc Parent.

A água recuperada é armazenada no alto do mastro, pressionando continuamente a coluna d'água. Assim, a água pode ser direcionada e estocada à distância, no local de consumo, por exemplo.

A grande vantagem da tecnologia é a produção simultânea de água e de energia elétrica, que pode ser estocada em baterias ou utilizada para produzir hidrogênio por eletrólise da água produzida. “Uma turbina com uma hélice de nove metros de diâmetro pode produzir 18 quilowatts (KW) à 10m/seg e 780 litros de água em 24 horas (em ambiente com 30° e 60% de umidade)”, explica Parent. A Eole-Water prevê o desenvolvimento em escala comercial para o ano que vem.

Por Paula Scheidt, CarbonoBrasil com reportagem de Fernanda B. Muller, enviada especial a Nice, França

Fonte: CarbonoBrasil.

14 de julho de 2008

Energia solar concentrada...

Um dos problemas do uso de energia solar em residências é a quantidade de placas coletoras que precisam ser instaladas, o que influi no tamanho da área de instalação e no custo. Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, acabam de apresentar uma alternativa eficiente e de baixo custo.

A idéia, descrita em artigo publicado na edição de 11 de julho da revista Science, substitui os telhados por janelas, que, além de oferecer vista e claridade, passam a fornecer energia elétrica para uso dos moradores.

O segredo está no uso de um dispositivo chamado concentrador fotovoltaico orgânico, que usa tecnologias desenvolvidas para lasers e diodos emissores de luz. Como a luz é coletada em toda a área da janela e acumulada nas pontas, diminui o uso das caras células solares – os dispositivos semicondutores que transformam luz solar em eletricidade.

Segundo os autores do estudo, dos departamentos de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação do MIT, a concentração aumenta em dez vezes a energia gerada por cada célula em relação aos valores normais. Como o sistema tem fabricação simples, os pesquisadores estimam que deverá estar disponível no mercado em até três anos.

Os dispositivos também poderão ser usados em sistemas existentes, com um aumento, de acordo com os pesquisadores, de 50% na eficiência com um pequeno custo.

Diferente dos dispositivos atuais, que usam grandes e caros espelhos, o novo modelo envolve uma mistura de tintas feitas de compostos como o dicianometileno. Ao serem aplicadas em camadas de vidro ou plástico, as tintas agem em conjunto para absorver a luz em uma faixa luminosa. As ondas são então emitidas novamente em comprimento de onda diferente e transportadas pelo painel para os coletores nas bordas.

“O projeto utiliza design inovador para alcançar alta conversão solar. Os resultados demonstram a importância crítica de pesquisa básica inovativa para trazer avanços na utilização da energia solar com baixo custo”, disse Aravinda Kini, gerente do Escritório de Ciências Energéticas Básicas do Departamento de Energia do governo norte-americano.

O artigo High-Efficiency organic solar concentrators for photovoltaics, de Michael Currie e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.

Fonte: Agência FAPESP.

Aqui a matéria direto do sítio do MIT.

8 de julho de 2008

Príncipe Charles lança fundo para construir prédios ecológicos...

da Efe, em Londres

O príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, decidiu lançar um fundo imobiliário de US$ 1,99 bilhão que investirá em projetos compatíveis com a proteção do meio ambiente. O herdeiro do trono britânico contratou, para isso, seu banco de investimentos, o Credit Suisse, que já começou a buscar investidores do Oriente Médio dispostos a aplicar no fundo, batizado de Tellesma, informam hoje vários veículos de comunicação locais.

O Tellesma será dirigido por uma equipe de importantes executivos do setor, entre eles Ian Henderson, ex-diretor-executivo da Land Securities, a maior imobiliária do país, que foi nomeado presidente e terá a seu lado Mark Collins, também da Land Securities. O príncipe não deve desempenhar um papel oficial no novo fundo, embora sua empresa beneficente, The Foundation for the Built Environment, será consultora no Tellesma.

Um terço do novo fundo será do The Prince's Charities, grupo de 19 organizações beneficentes apoiadas pelo príncipe de Gales, entre elas o Prince's Trust, que se beneficiarão dos lucros obtidos. Os outros dois terços pertencerão aos diversos investidores, que receberão também regularmente sua parte dos lucros gerados.

O príncipe criou o Tellesma para aproveitar a experiência adquirida no desenvolvimento de Poundbury, uma vila construída há 15 anos no condado de Dorset (sul da Inglaterra) e que muitos consideram um modelo de desenvolvimento urbano sustentável. A vila de Poundbury foi construída em terrenos pertencentes ao Ducado da Cornualha, ou seja, do próprio Charles. Seus prédios têm um caráter tradicional, já que imitam as velhas aldeias ao redor, e as fábricas criadas estão no mesmo local para evitar longos deslocamentos ao trabalho.

O novo projeto, no entanto, se centrará mais na reforma de instalações industriais abandonadas ou em propriedades comerciais, sempre com respeito ao meio ambiente. Os responsáveis pelo novo fundo querem aproveitar a queda de preços dos terrenos urbanizáveis, que se baratearam, em muitos casos, em 25% e mesmo 50%.

Fonte: Carbono Brasil.

G-8 aceita corte de 50% na emissão de gases até 2050...

O primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, disse nesta terça-feira que as maiores economias industrializadas do mundo aceitaram reduzir a emissão de gases poluentes em 50% até 2050. O acordo foi anunciado durante o segundo dia de reunião da cúpula anual do G-8, no Japão. Segundo Fukuda, o grupo pediu para alguns países, em particular, o estabelecimento de metas de médio prazo para diminuir as emissões dos gases responsáveis pelo aquecimento global.

Durante o encontro, os líderes do G-8 expressaram também "forte preocupação" sobre a ameaça que a alta dos preços dos alimentos e do petróleo representa para a economia mundial. Eles destacaram que a capacidade de produção e refinamento de petróleo precisa ser ampliada para diminuir os preços do petróleo cru. Os governantes pediram esforços adicionais para aumentar a eficiência energética e diversificar as fontes de energia.

Alguns líderes ressaltaram a necessidade de cooperação entre as nações ricas e os países em desenvolvimento no que diz respeito ao câmbio estrangeiro. Segundo eles, as taxas de câmbio, os mercados financeiros em geral e os preços dos recursos naturais estão "muito relacionados" e medidas estruturais de longo prazo podem ser necessárias para combater os problemas nessas áreas.

O grupo concordou também em concentrar esforços para finalizar com sucesso a Rodada da Doha na Organização Mundial do Comércio (OMC), informou a agência Kyodo News, citando autoridades japonesas. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Yahoo News.

UPDATE: a foto é uma ótima sacada do Danosse.

22 de junho de 2008

Espelho parabólico de baixo custo poderá viabilizar energia termo-solar...

Nem sempre a tecnologia mais avançada é a solução ideal. Com esta idéia em mente, um grupo de estudantes do MIT, nos Estados Unidos, decidiu construir o protótipo daquele que poderá se tornar o sistema de geração de energia solar mais eficiente do mundo quando se leva em conta o custo de geração da energia.

Coletor solar com espelho de banheiro

O sistema foi montado inteiramente com peças compradas no comércio. O prato parabólico, com 3,6 metros de diâmetro, foi feito com tubos de alumínio e recoberto com espelhos comuns, do tipo usado em banheiros. Ele é capaz de concentrar a luz do Sol por um fator de 1.000, criando um foco de calor suficiente para fundir uma barra de aço.

O formato parabólico da estrutura é obtido fazendo-se furos em locais precisos nos tubos de alumínio. Quando a estrutura é montada esses furos fazem com que ela assuma automaticamente a curvatura parabólica.

Geração termo-solar de eletricidade

A idéia, porém, não é construir um forno solar, mas um sistema de geração de eletricidade. O calor será dirigido para o núcleo de um sistema de serpentinas, fazendo com que a água que circula em seu interior se transforme instantaneamente em vapor, girando uma turbina que acionará o gerador de energia.

Energia solar barata

O segredo para construir um sistema tão eficiente em termos de custos foi encontrar um tamanho ótimo para o prato coletor. Os pesquisadores descobriram que menor é realmente melhor neste caso. Ao contrário do que acontece com várias tecnologias, onde são os ganhos de escala que viabilizam sua utilização, um prato parabólico menor exige uma estrutura de suporte muito mais simples.

O resultado é que o coletor pequeno custa apenas um terço do que custaria um prato parabólico de grandes dimensões quando se compara a geração de energia por área do coletor.

O recorde de eficiência de geração de energia termo-solar - tecnicamente falando, e não em termos de custos - pertence a um coletor de grandes dimensões (veja Batido recorde mundial de eficiência na conversão energia solar-eletricidade).

Para conhecer outra solução promissora para a geração de energia termo-solar, veja Concentrador de luz torna energia solar competitiva com petróleo e carvão.

Fonte: Inovação Tecnológica.

Vem aí um novo marco regularório para energia eólica no Brasil...

A Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado propôs na quinta-feira a elaboração de um novo marco regulatório para a energia eólica no Brasil até o dia 30 de julho. A proposta foi apresentada durante audiência pública sobre a ampliação da participação da energia eólica na matriz energética brasileira.

A elaboração do documento prevê a participação da Comissão Especial de Fontes Renováveis de Energia da Câmara dos Deputados, representantes do governo federal, estadual e municipal, a associação brasileira de energia eólica e entidades ligadas à pesquisa e à produção de energias renováveis.

"O Greenpeace vai acompanhar de perto esse trabalho para garantir que o marco regulatório seja ambicioso e impulsione o desenvolvimento da energia eólica no País", afirma o coordenador de campanhas do Greenpeace Brasil, Ricardo Baitelo.

"Este é o elemento fundamental para consolidar um mercado ainda insipiente no Brasil, mas que movimentou US$ 38 bilhões no mundo em 2007", completa Baitelo.

O marco regulatório pretende viabilizar o desenvolvimento da energia eólica no país.

"O aproveitamento do enorme potencial eólico será decisivo para a manutenção de uma matriz elétrica limpa e para a segurança energética do país. A geração hidrelétrica depende fortemente do regime de chuvas e durante o período de seca o país é obrigado a acionar termelétricas movidas a combustíveis fósseis para completar a geração. A geração eólica é mais forte justamente neste período e será decisiva para evitar as emissões destas termelétricas", explica Baitelo.

O Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês) viu com otimismo as últimas iniciativas brasileiras.

"Recebemos com alegria as notícias sobre iniciativas políticas desta semana para o desenvolvimento da energia eólica no Brasil. Tanto o encontro entre governadores e o Banco do Nordeste na segunda-feira, quanto o anúncio, na audiência da criação de uma comissão especial de energias renováveis para estabelecer o marco regulatório para a energia eólica são passos importantes", declarou Ramón Fiestas, representante do conselho.

Fonte: Greenpeace Brasil através do Portal do Meio Ambiente.

16 de junho de 2008

G8 apóia o lançamento de 20 projetos de CCS até 2020...

O grupo das oito maiores potências industriais, o G8, anunciou nesta semana que espera lançar 20 grandes projetos para enterrar os gases do efeito estufa (GEE) até 2010 e pretende usar largamente a tecnologia na década seguinte.

Segundo uma declaração escrita dos ministros de energia do G8, a captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês) tem um “papel crítico no combate das mudanças climáticas e desafios de segurança energética”.

“Nós apoiamos fortemente a recomendação de que 20 projetos de grande escala de CCS demonstrativos precisam ser lançados globalmente até 2010; tendo em vista um apoio ao desenvolvimento tecnológico e uma redução de custo para o início de um grande uso de CCS em 2020”, afirmaram os ministros do G8 no documento divulgado no último domingo.

A tecnologia seria uma saída para resolver o problema das usinas energéticas movidas a carvão, matéria-prima que responde hoje por 25% da demanda de energia primária e representa 40% da energia elétrica produzida no mundo. Somente na China, o carvão representa mais de 80% das reservas energéticas.

Continue lendo aqui diretamente no sítio do Carbono Brasil.

14 de junho de 2008

Ecologia urbana: a mudança indispensável...

Texto de Manoel Neto e Flávio Shirahige, do Le Monde Diplomatique Brasil, publicado originalmente no site Envolverde. Boa reflexão!

Uma das questões mais comuns que enfrentamos, face à crescente importância da questão ambiental, diz respeito à necessidade de mudarmos hábitos e padrões de consumo profundamente arraigados. Somos educados, há quase um século, em uma cultura do desperdício, dentro de uma lógica de consumo irresponsável, de industrialização predatória, baseada no pressuposto suicida de que os recursos naturais são ilimitados, da mesma forma que a energia barata.

Porém, é cada vez mais evidente que precisamos combater a crise ecológica e transitar para outro padrão de economia, de atividade industrial e de consumo. Como fazer isso? Apresenta-se, por vezes, uma disjuntiva: ou mudanças de consciência e de hábitos práticos do consumidor (quer dizer, reeducação das pessoas e educação das crianças) ou imposição, pelos poderes públicos, de normas e regulamentos aos fabricantes, comerciantes e governos, que seriam obrigados a produzir e tratar de forma sustentável suas mercadorias e serviços. Trata-se de um falso dilema.

É evidente que de nada adianta, por exemplo, separar o lixo para reciclagem se a coleta despejar todos os detritos misturados em um lixão! Também são inúteis legislações que, por falta de respaldo na vida prática das pessoas, não se materializem em novos hábitos e comportamentos, impactando também as atividades produtivas e comerciais. Porém, cidadãos conscientes, atuando politicamente (e não apenas numa perspectiva individual), podem respaldar e impor mudanças na legislação, normas de controle, processos de fabricação e comercializaçã o, procedimentos de fiscalização, etc. Sem isso, as leis ficam no papel.

Tomemos um caso, destacado pelo ambientalista Washington Novaes. "No Brasil, para pilhas e baterias já existe uma resolução (nº 257) do Conselho Nacional do Meio Ambiente, que determina a entrega de pilhas e baterias que contenham cádmio, chumbo, mercúrio e seus compostos, bem como produtos eletroeletrônicos que as incluam, aos estabelecimentos que os comercializam ou à rede de assistência técnica das respectivas indústrias, para que repassem aos fabricantes ou importadores, que deverão reutilizá-los, reciclá-los ou lhes dar destinação final adequada. Mas o cumprimento ainda é escasso, mesmo com o crescimento acelerado da produção de lixo tecnológico" [1]. Esta norma continuará sendo uma legislação "pra inglês ver", com se dizia no Segundo Império, enquanto não for amplamente publicizada pelos governantes e se tornar um hábito do consumidor.

Para evitar esse tipo de situação e também para politizar de forma cidadã as questões ecológicas urbanas, propomos o lançamento de quatro campanhas. Campanhas em que muito pode ser feito em relativamente pouco tempo, particularmente se as iniciativas dos movimentos organizados e da sociedade civil forem capazes de construir ações de grande exemplaridade.

O decisivo é conduzir as quatro campanhas como uma ação encadeada. Isso permitirá gerar sinergia e induzir uma reflexão sobre a o consumo e o descarte dos produtos:

  1. Muitos países têm substituído o uso de sacos plásticos por sacolas e mochilas ou, no limite, por sacos de papel. Campanhas em torno desse tema já vêm sendo desenvolvidas, assim como propostas de restrição ao uso dos sacos plásticos. Mas as iniciativas só prosperarão com uma ampla difusão de informações sobre o caráter nocivo deste tipo de produto - o que exige a participação ativa do comércio, a começar pelas grandes redes varejistas. Precisamos consolidar as campanhas fazendo com que saiam do âmbito individual e sejam assumidas pelos governos, regulamentando e limitando legalmente a utilização das sacolas.
  2. O mesmo se passa com a substituição das lâmpadas incandescentes por lâmpadas frias, muito mais eficientes na relação entre o consumo de energia e a iluminação obtida. Foi um processo iniciado no Brasil no período do "apagão", mas depois abandonado pelo desleixo governamental. Esta é uma campanha central de conscientizaçã o da sustentabilidade em países como Cuba e Venezuela. Os governos dos países centrais também estão adotando legislações que banem a fabricação de lâmpadas incandescentes. São propostas que deveriam ser seguidas também pelos governos federal, estaduais e municipais, além de empresas.
  3. Um terceiro desafio é reverter a tendência ao aumento do consumo da água engarrafada. Este costume arraigou-se profundamente por todo o mundo, já que a água destas garrafas passou a ser vista como segura contra contaminação. Isso até pode ter sentido em países onde os sistemas de tratamento de água são precários, mas não é o caso dos países centrais nem na maior parte do Brasil, onde filtros ou bebedouros são igualmente seguros. Valorizar a água encanada é o primeiro passo de uma mudança que terá que afetar todas as embalagens de plástico, as de maior impacto ambiental.
  4. É igualmente indispensável recolher todo material descartado que seja tóxico ou nocivo ao meio ambiente - o que inclui produtos inertes, mas com alto impacto ecológico. É o caso do óleo de cozinha (cuja coleta já é objeto de campanha de uma ONG), de pneus, mas também garrafas de pet, sandálias de plástico e materiais similares. Deve-se, para tanto, fazer valer o que a legislação já estabelece para pilha e baterias, estendendo estes procedimentos para computadores, celulares, eletrônicos, televisores e eletrodomésticos em geral. Isso pode ser agilizado pelos governos municipais e estaduais, com o estabelecimento de postos ou centros de coleta destes materiais, em colaboração com os fabricantes e grandes varejistas. O seu sentido não é somente técnico, mas político, de conscientizaçã o da população e mudança de hábitos de consumo e relações com os processos produtivos e o meio ambiente.

Estas quatro questões devem ser objeto de campanhas cidadãs, com o apoio de empresas (que, em geral, se envolvem nestas atividades como relações públicas) e governos, difundindo a consciência da relação entre padrões de consumo e defesa do meio-ambiente. O mais decisivo, porém, é conduzirmos estas campanhas particulares como uma ação encadeada. Isso permitiria gerar sinergia entre os vários movimentos e induzir uma reflexão sobre a necessidade do consumo e do descarte dos produtos. Tudo isso deve ser trabalhado com uma meta política geral e culminar no desestímulo e proibição da produção e uso de bens de alto impacto ambiental e na generalização da reciclagem dos bens e resíduos descartados como lixo.

Graças ao Educom Verde.

Nova argamassa ambiental para construção civil...

Saiu no Portal do Meio Ambiente. O Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), órgãos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), desenvolveram projeto de uma argamassa ambiental. Segundo as instituições, trata-se de alternativa ecológica e econômica às 720 toneladas de resíduos finos (“pó de rochas”) lançadas mensalmente pelas serrarias de rochas ornamentais nos riachos e rios do município de Santo Antônio de Pádua (RJ).

O resultado prático do estudo dos dois institutos de pesquisa foi a inauguração, nesta quarta-feira (11/06), da primeira fábrica de argamassa ambiental no Rio de Janeiro.

A empresa Argamil investiu R$ 8 milhões na instalação da fábrica em Santo Antônio de Pádua, e o Banco de Fomento do Rio de Janeiro (Investrio), R$ 2 milhões para viabilizar o projeto. A fábrica tem capacidade de produzir 1,24 tonelada por mês do produto.

Cetem e INT avançaram na pesquisa da argamassa ambiental a partir da utilização dos resíduos produzidos pelas serrarias que cortam, à beira dos rios, rochas conhecidas como pedras miracema e madeira, para aproveitamento em revestimento de pisos e paredes na construção civil.

A nova técnica, além de reciclar a água poluída, gera um resíduo sólido que, após secagem, pode ser utilizado na formulação da argamassa. Segundo o Cetem, a argamassa ambiental permitirá economia de outras substâncias minerais como a cal ou o calcário, que serão substituídos pelo pó de rocha na formulação da argamassa.

A implantação do projeto do Cetem, em colaboração com o Departamento de Geologia da UFRJ e do Instituto Nacional de Tecnologia, modificou quadro socioeconômico e ambiental no município fluminense de Santo Antonio de Pádua, um dos mais pobres do Estado. Com a atualização de tecnologia, preparo de mão-de-obra e atualização de gestão, o projeto reconduziu à formalidade 76 pedreiras e 82 serrarias ameaçadas de fechamento, na cidade que tem na mineração de rochas ambientais a principal fonte de geração de emprego e renda.

Além disto, o Centro encontrou alternativa ecológica e econômica para as 720 t de resíduos finos (poeira das rochas) que eram lançadas mensalmente nos rios locais: a argamassa ambiental, com aproveitamento no revestimento de pisos e paredes na construção civil, produto 30% mais barato que o convencional.

Mais informações no sítio do CETEM.

9 de junho de 2008

Mudando os hábitos de consumo...

Compilo aqui algumas dicas para mudar nossos hábitos de consumo visando minimizar nossa influência quanto às mudanças climáticas.

A primeira dica é o sítio do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). Neste especial diversas informações sobre vários aspectos do impacto ambiental nos dias de hoje, como por exemplo o que você pode fazer no dia a dia para combater o desmatamento, para economizar energia, para minimizar as emissões provocadas pelo transporte, e para reduzir a produção de lixo.

O IDEC propões uma mudança radical. Existe um princípio no direito internacional que se aplica à questão das mudanças climáticas não apenas entre países, mas também para definir qual deve ser a divisão de trabalho entre governo, empresas e consumidores: responsabilidades comuns, mas diferenciadas. Queremos dizer que os consumidores têm papel fundamental, mas dependem de alternativas que devem ser estimuladas por políticas públicas conduzidas pelo governo e implementadas pelas empresas, que devem ofertar produtos e serviços “sustentáveis”, ou seja, com menor impacto social e ambiental negativo.

De qualquer maneira, é importante ressaltar que os hábitos do consumidor são uma parte do problema (e da solução). É preciso que governos e indústrias - os quais o consumidor pode, evidentemente, pressionar - contribuam para uma mudança radical nos padrões de produção e consumo.

As pessoas no mundo desenvolvido, como em alguns países e cidades em desenvolvimento – de Manchester e Manhatan a Moscou e Mumbai – podem desde já começar a “deixar o hábito”, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Algumas medidas simples podem reduzir à metade as emissões diárias de CO2 de um indivíduo, com a possibilidade de cortes ainda maiores se alguns setores, como os fornecedores de energia, automobilíticos, aviação e fábricas de eletrodomésticos, contribuírem mais para um estilo de vida global mais ecológico.

Pesquisas demonstram que, por exemplo, se cada passageiro de uma empresa aérea reduzisse para menos de 20kg o peso dos bens e pertences carregados e comprassem aquilo que necessitasse ao chegar, no “duty-free” do saguão de chegada, poder-se-ia reduzir anualmente aproximadamente dois milhões de toneladas das emissões de dióxido de carbono. Leia aqui mais sobre pequenas escolhas para reduzir nosso impacto.

A campanha da ONU intitulada "Deixe o vício do CO2" sugere, entre outras atitudes, que o consumidor coma menos carne de boi e mais verduras, não use escova elétrica para escovar os dentes e desligue seu computador quando não o estiver usando.

O foco da campanha são os consumidores que andam a pé, que não precisam fazer "grandes mudanças, ou grandes sacrifícios", para reduzir pela metade sua cota individual de emissões de gases nocivos ao ambiente, de acordo com o Pnuma, que escolheu a Costa Rica para lançar a iniciativa. Leia mais aqui.

No Folha Online li que o IEA pede "revolução tecnológica" contra emissões de CO2. Segundo a agência, o mundo deve destinar 1% de seus recursos anuais para reduzir à metade as emissões de gases que provocam o efeito estufa até 2050, anunciou a IEA (Agência Internacional de Energia, na sigla em inglês), que pediu "uma revolução tecnológica" para combater o aquecimento global.

Caso não sejam adotadas medidas, as emissões de CO2, um dos principais gases que provocam o efeito estufa, aumentarão 130% até meados do século e a demanda de petróleo subirá 70%, revelou a IEA em um relatório divulgado em Tóquio.

Para reduzir à metade as emissões de CO2, o mundo deveria gastar 45 bilhões de dólares adicionais para desenvolver tecnologias energéticas limpas, ou seja, 1% do PIB (Produto Interno Bruto) médio do planeta, calculou a IEA. "Não há dúvida alguma de que alcançar o objetivo de 50% de redução de emissões constitui um desafio formidável", declarou o diretor executivo da agência, Nobuo Tanaka.

Saiba mais:

6 de junho de 2008

Brasil poderá ter estádios solares para Copa de 2014...

O Brasil já conseguiu vencer a disputa para sediar a Copa de 2014, agora é a vez de especialistas em energia solar conseguirem transformar os estádios em fontes de aproveitamento de uma riqueza ainda desperdiçada pelo país: os raios solares. O projeto “Estádios Solares” propõe a instalação de painéis solares em toda a cobertura dos estádios que receberão os jogos, começando pelo Maracanã, no Rio de Janeiro.

“Desenhamos uma cobertura de painéis fotovoltaicos para o Maracanã com gerador de 3,7 MWp, o suficiente para suprir energia para mais de duas mil residências”, explica o diretor técnico do Instituto Ideal, Ricardo Rüther, responsável pelo projeto.

Estádios com painéis fotovoltaicos já são velhos conhecidos de países que receberam competições internacionais. Alguns jogos da Euro Copa 2008, que inicia amanhã (7), serão realizados no maior estádio solar do mundo, o Stade de Suisse Wankdorf, em Berna, na Suíça. Com 10.738 células solares, o estádio gera 1,134 gigawatts hora (GWh) de energia por ano.

O projeto “Estádios Solares” seria uma possibilidade de incentivo a uma fonte ainda pouco explorada no país, apesar do grande potencial. A média anual da energia solar incidente no Brasil é de 1500 a 2300 kWh/m2/ano. “A radiação solar na região mais ensolarada da Alemanha é 40% menor do que na região menos ensolarada do Brasil”, compara Rüther.

Leia a matéria completa aqui.

Brasil quer quebrar patente de energia limpa...

O Brasil quer considerar critérios para licenciamentos compulsórios (quebra de patentes) em situações de emergência ligadas às mudanças climáticas. A idéia foi lançada durante as negociações da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC), que, desde o início desta semana, realiza uma segunda rodada de oito reuniões técnicas. Até o fim de 2009, os encontros vão elaborar um plano de ação que substituirá o protocolo de Kyoto, em 2013.

Diante de representantes de 172 países reunidos em Bonn, o Brasil citou o acordo da OMC (Organização Mundial do Comércio) de 2003, que permite a quebra de patentes de medicamentos em circunstâncias de urgência, como exemplo para um mecanismo de cessão obrigatória de licenças. O mesmo raciocínio valeria para a transferência de tecnologias de energia limpa a países pobres.

O Brasil sugeriu também que os países ricos considerem criar um fundo para facilitar a compra de licenças de uso de tecnologia por países pobres. O dinheiro do fundo seria distribuído aos emergentes em condições facilitadas. Assim, estes poderiam comprar a chamada tecnologia "limpa", atualmente muito cara e protegida pelas empresas dos ricos.

Leia mais aqui.

Fonte: Folha Online

A imagem que ilustra o post é de um estudo da Universidade do Arizona que busca aproveitar a turbulência das estradas pode gerar energia limpa. Mais informações sobre o projeto aqui.

4 de junho de 2008

Louro José fala sobre aquecimento global...

Gostei dessas dicas do personagem Louro José da Rede Globo. Segue ai contadas pelo próprio papagaio:

Oi Pessoal! Muita gente não sabe, mas tem pequenas coisas que podem ser feitas para se salvar o mundo! Com esse negócio de aquecimento global, eu to começando a ficar com medo de entrar em extinção e sumir para sempre! A economia de energia pode reduzir o aquecimento, você sabia? Se cada um fizer sua parte, a gente consegue ir looonge!!!

Será que você pode me ajudar?

Olha só as coisas que VOCÊ pode fazer:

  • Tente diminuir a quantidade de lixo que você produz todos os dias. E nem preciso falar pra não jogar lixo no chão, né?
  • Feche a torneira quando estiver escovando os dentes. A água é um bem precioso e deve ser preservado!
  • Use as máquinas de lavar roupa e louça somente quando estiverem cheias. Nada de lavar só duas peças de roupa! Economize
  • Prefira o uso de produtos biodegradáveis. Sempre!
  • Não jogue o seu lixo no vaso sanitário! Você não imagina o problemão que isso dá!
  • Essa vai para quem cozinha: Não jogue óleo de fritura na pia.
  • Dê carona para seus amigos, vizinhos e colegas de trabalho. É até bom porque você vai ter com quem conversar!
  • Desligue a luz quando não estiver no ambiente, ou quando houver luz natural.
  • Leve seus pneus usados para oficinas e lojas que os encaminhem para a reciclagem.
  • Fale para as crianças respeitarem sempre a natureza, fazendo-as cuidar de plantas e animais dentro de casa. Isso é uma das coisas mais importantes!
  • Pinte o interior de sua casa com cores claras, porque elas refletem mais a luz, economizando energia elétrica.
  • Descarte pilhas e baterias em locais adequados.
  • Evite abrir o forno a toda hora para não aumentar o consumo de gás. Você também faz uma economia em casa!
  • Acumule um bom volume de roupas antes de ligar o ferro elétrico. Esse negócio de passar uma peça de roupa só é um desperdício imenso
  • Secar roupas atrás da geladeira gasta mais energia elétrica.
  • Cozinhar e ferver água com a panela tampada é mais rápido e gasta menos gás.
  • Uma latinha de alumínio pode ser reciclada inúmeras vezes. Você sabia disso?
  • Limpe os filtros de ar-condicionado e hélices de ventilador para economizar energia elétrica.
  • Essa preta bem atenção: Evite banhos demorados! E controle o tempo do banho de seus familiares!
  • Não compre produtos pirateados. Eles são ilegais e sua produção conta com trabalho infantil e subemprego.
  • Deixe o carro na garagem e use a bicicleta para pequenas distâncias. É até mais saudável!
  • Prefira produtos que venham em embalagens recicladas. Procure que voc~e vai achar com certeza!
  • Lave o carro com balde e não com mangueira.
  • Jogue lâmpadas fluorescentes no lixo com a embalagem para não contaminarem o ambiente com mercúrio se forem quebradas.
  • Separe para reciclagem seu lixo.
  • Troque lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes, que gastam menos energia.
  • Evite desperdício de alimentos. Não preciso nem falar, né?
  • Deixe aranhas e lagartixas em paz. Elas são importantes no controle de insetos.
  • Ande com o carro regulado, com o escapamento e filtros de ar e gasolina em ordem.
  • Não jogue lixo em rios, lagos e oceanos.
  • Use a escada se tiver que subir ou descer um andar.
  • Reaproveite o verso de papéis.
  • Conserte pequenos vazamentos.
  • Não compre animais silvestres sem autorização do Ibama. Isso é importantíssimo!
  • Repasse todas estas dicas e me ajude a conscientizar um pouco mais esse pessoal!

Fonte: Ana Maria Braga

Noruega cria método "limpo" para estocar energia eólica...

A pequena ilha norueguesa de Utsira, ao sudoeste da costa da Noruega, está testando uma maneira de estocar toda a energia gerada pelo vento que poderá ser o primeiro sistema para transformar de forma limpa toda energia excedente em hidrogênio, que pode ser estocado, e oxigênio, segundo a AFP.

A energia eólica excedente passa pela água e, usando eletrólise, os átomos de hidrogênio são separados dos de oxigênio. O hidrogênio é então comprimido e estocado em um recipiente que pode guardar gás de hidrogênio suficientes para abastecer 10 casas por dois dias sem vento.

"O sistema permite o fornecimento de energia com qualidade e confiança necessárias", disse Halgeir Oeya, que coordena a unidade de tecnologia de hidrogênio na companhia norueguesa StatoilHydro, que executa o projeto.

O técnico Inge Linghammer afirma que o sistema é a solução para aproveitar os dias em que há muito vento e fornecer energia para os dias em que não há nenhum vento.

Em um dia considerado bom, as duas turbinas da ilha produzem mais energia do que os 210 habitantes da ilha usam. Entretanto, quando os ventos ficam fracos, a maior parte da ilha de Utsira, que mede seis km², utiliza energia da ilha principal da Noruega.

Fonte: Redação Terra

Muito deve ser realizado no campo de energia eólica. O governo britânico quer energia eólica em todo país até 2020 e parque eólico chinês gerará 47 milhões de quilowatts ao ano.

30 de maio de 2008

Lavando e andando...

Parece piada, mas é um conceito interessante, embora um sistema encanado de filtragem para reutilização da água deva ter mais futuro. Washup é uma combinaçao de máquina de lavar roupas e vaso sanitário que tem como principal objetivo o aproveitamento da água. Após a lavagem das roupas, a água usada é armazenada num compartimento do vaso e utilizada na descarga.

Fonte: Caixa Preta